1001/216 – Rolling Stones

The Rolling Stones – Sticky Fingers (1971)

Sticky Fingers foi o primeiro LP lançado pelos Rolling Stones por seu próprio selo e o primeiro a apresentar ao mundo a famosa logomarca da língua de fora, desenhada por John Pasche – e o primeiro a chegar ao topo das paradas dos Estados Unidos e da Inglaterra ao mesmo tempo.

As raízes do álbum estão no início de 1969, quando os Stones gravaram a base musical de “Brown Sugar”, “Wild Horses” e do blues rural “You Gotta Move”, no Muscle Shoals Sound Studios. Essas faixas dão ao álbum um tom relaxado, numa mistura de blues, country e soul no estilo do Sul.

A música que abre o disco, “Brown Sugar”, gira em torno de um irresistível riff de guitarra que tornou a canção um megassucesso mundial e um item obrigatório em festas, apesar de sua letra extremamente controvertida. “Bitch” entrelaça o sax de Bobby Keyes e o trompete de Jim Price com outro emocionante riff de guitarra. O naipe de metais se destaca novamente em “I Got the Blues”, que evoca a paixão da banda pelas baladas de Otis Redding, enquanto Billy Preston acrescenta um toque de gospel com o órgão. O álbum está cheio de referências explícitas a drogas – como em “Sister Morphine”, uma parceria com Marianne Faithfull, que conta uma história sombria sobre o vício. A influência de Gram Parsons, amigo de Keith Richards, pode ser sentida nas duas canções country do álbum – a linda balada “Wild Horses” e a irônica “Dead Flowers”.

O guitarrista Mick Taylor brilha, num estilo que lembra Carlos Santana, em “Can’t You Hear Me Knocking”. “Moonlight Mile” traz um vocal emocionante de Jagger, ancorado por um generoso arranjo de cordas de Paul Buckmaster.

A capa de Andy Warhol, que mostra uma pélvis masculina envolta em jeans, vinha originalmente com um zíper, num arremate obsceno perfeito para um álbum dos Stones.

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