Noites e Histórias – Conto Primeiro

Galindo retirou do bolso seus últimos trocados. O tempo passou rápido para quem desejara a eternidade numa madrugada de recordações doces, tão fundas na memória. Dinheiro suficiente para a corrida de táxi, respiração serena e tranquila, olhar de ave de rapina, a avenida vazia na madrugada. Estendeu o braço direito para as luzes que se aproximavam. O automóvel parou. Entrou apressadamente. Disse um olá contido, cansado, ao motorista. A segunda-feira clareava. Chuva fina que caía. Os cabelos suavemente molhados. Galindo sonhava a caminho de casa. Eram cinco e meia. Enquanto atravessava bairros residenciais entre o centro e seu destino, Roberto Galindo dormia sem culpa. Clarissa. Madeixas ruivas, ondulações oníricas. Os lábios dançarinos. Boca a dizer amor. Reencontro.

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