1001/224 – Don McLean

Don McLean – American Pie (1971)

Quando Buddy Holly morreu num acidente aéreo, em fevereiro de 1959, Don McLean era um entregador de jornais de 13 anos. As manchetes que ele leu plantaram as sementes para sua melhor música, um épico de oito minutos e meio que chegou ao primeiro lugar das paradas americanas e, por sua duração e referências obscuras – no estilo de Bob Dylan, Mick Jagger e os Beatles – pode ser visto como uma elegia aos anos 60.

1001/223 – Dolly Parton

Coat of Many Colors (1971)

Coat of a Many Colors é um modelo de economia. Suas 10 canções duram menos de 30 minutos e os sentimentos expressados contribuíram para reafirmar os valores de uma classe de trabalhadores rurais brancos que se achava cada vez mais alienada pelo pop e pelo rock. A capa do álbum, que traz o retrato de uma menina num tipo de pintura muito popular antes de surgir a fotografia, mais uma vez reflete as raízes de Parton. O público já amava Dolly, mas Coat Of Many Colors ganhou a simpatia dos críticos, que perceberam estar lidando com uma cantora e compositora de grande talento.

Algo que você precisa saber

título original: (Quelque Chose à te Dire)

lançamento: 2009 (França)

direção:Cécile Telerman

atores:Mathilde Seigner, Pascal Elbé, Olivier Marchal, Charlotte Rampling.

duração: 100 min

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Filme interessante. Não sei se já saiu ou não entrou em cartaz, peguei uma sessão do clube do professor. Gostei.

1001/222 – Elton John

Madman Across The Water (1971)

A melhor canção do álbum está no início: “Tiny Dancer”, em que Bernie Taupin fala sobre sua primeira mulher, Maxine Feilbelman. Esta música e outra balada – a lírica mas obscura “Levon” – entraram na lista dos 40 singles mais vendidos dos Estados Unidos – um feito, já que têm uma duração pouco comercial.

Crônica de uma morte anunciada

Título melhor que a obra. Serviu bem para um momento de desesperada solidão e culpa. Leitura fácil e rápida. Publicado originalmente em capítulos, em certo jornal português.

1001/221 – Can

Can – Tago Mago (1971)

“Aumgn”, inspirada em Aleister Crowley, leva o experimentalismo ao extremo. O vocal mantra do tecladista Irmin Schmidt é envolvido por um ambiente sinistro. A faixa de encerramento, “Bring Me Coffe or Tea” é um alívio, depois de todos esses testes de resistência musical.

O Can, ao lado de grupos como Kraftwerk e Faust – que faziam uma fusão entre os primeiros experimentos eletrônicos de Stockhausen e o art rock do Velvet – mostrou que as bandas de rock da Alemanha estavam começando a achar uma identidade. Mesmo depois de 30 anos, Tago Mago soa contemporâneo e gloriosamente radical.

1001/220 – Doors

The Doors – L. A. Woman (1971)

Quando todo mundo pensava que o The Doors ia desapareder no túnel escuro e claustrofóbico de sua própria pretensão, veio L.A. Woman.

De repente, a pompa lisérgica e depressiva da banda se metamorfoseou num estilo bem-humorado, expansivo e menos intenso. A Rolling Stone afirmou: ” O the doors nunca foi tão unido, tão parecido com os Beach Boys e o Love”. Com o acréscimo de Jerry Scheff no baixo e Marc Benno na rhytm guitar, o som do grupo se tornou mais completo e preciso.

Jim Morrison tinha se transformado de um esquálido xamã do acid rock numa carismática figura bêbada e grosseira. Quando grita o refrão desafiador de “The Changeling” dá para sentir que ele ultrapassou um limite pessoal para se tornar um intérprete mais livre e menos posado.

Há um novo tom divertido no álbum. “Love her madly”, um hino à paixão obsessiva, ganha uma energia infantil, saltitante, graças ao trabalho espirituoso de Rauy Manzarek nos teclados.

1001/219 – Yes

Yes – Fragile (1971)

Embora não seja creditado, Wakeman participou quando foram gravados os movimentos doces e sinuosos dos teclados e da guitarra da extasiante ¨Roundabout¨” e os vocais oníricos e intensons de ¨Heart of the Sunrise”.