A bicicleta dobrável

Eu tinha uma bicicleta. Ele chegou com a magrelinha, nem sei como conseguiu trazê-la. Nas costas? Usada. Negócio bom com algum amigo do açougue.  Engraçado. Todas as coisas que tive eram diferentes. Nada daquilo que imaginava. Nem de longe. Era dobrável. Um detalhe fora de moda. Era o tempo de bicicross. A molecada assistiu E.T. no cinema – eu não. Um amigo meu, da rua e da escola, ganhou uma bike novinha, de marca, Calói. As rodas eram iradas. Cara, coisa de playboy. Mas eu fiquei contente com a minha. Era branquinha, velha.  Meu pai me presenteou com a maior boa vontade. Era aquilo ou nada. Aconteceu há muito tempo.

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