Dizer

Distâncias, feridas profundas,
incertezas que me habitam.
Explode um áspero desespero.
Corro à colina. Das alturas,
inundação, vertigem, afogamento:
clarões brotam do extenso mar vertical.

Retornar.

Confiar minhas perguntas
ao teu abraço imperfeito.
Triste ouvir tua mudez,
sonhar o medo em silêncio.

Exilado do teu mundo,
quem se importa?
Imaginar tuas palavras
a caminho de nossa casa.

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2 pensamentos sobre “Dizer

  1. Nossa, que poema lindo.
    Espero sua visitinha no meu blog e seu recadinho. Se me seguir, eu sigo de volta, beijos.

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