Sumiço

Trôpego, cruzou o rio. Desmaiado, do outro lado, o rosto enterrado na lama. Alguém entre os arbustos aproximou-se e tocou suas costas. Levantou-se sem pressa, silencioso, virou-se ao encontro da pessoa que suavemente acariciou seu rosto sujo. Cuspiu terra e capim. Balbuciou palavras sem significado. O que faço aqui? disse. Onde estão minhas anotações? O desespero tomou-lhe o corpo. Lembrou-se dos tiros disparados a esmo. Todos corriam desembestados, sem rumo. A cabana abandonada ardendo em chamas. Labaredas saltitantes na mata. Diga-me seu nome? perguntou o estranho. Não sabia de mais nada.

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