Post Mortem

Pareço louco? Ziguezagueando na vida, procurando em vão, o paraíso. As coisas rastejam. Observar tem sido a minha tarefa todos os dias. Não lamento; sem arrependimentos. Sinto-me, porém culpado. Estraguei a vida de outros? Pergunta que irrompe dentro de mim. Chacoalha-me sem perturbação.  Eu, um cara-pálida, assustado e cínico. Não posso reclamar. Eu… Não. Por favor! Todos podem, enchendo-me com suas lamúrias. Mas eu? Que tenho tudo! Tive. Sou um ingrato. Melhor morrer. Alguns dias de choro. Poucos lembrarão daquele sujeito, um pouco simpático. Um cara estranho, não? Indeciso, eu diria.  Dúvida. Acompanhou-me a vida inteira. E o amor? Palavra estranha: amor. Com todas as suas imposições de significado. Não seria sujeição? A vida carece de urgência. Todos correndo. Acenos apressados. E cada um, seu trabalho, suas obrigações, suas contas a pagar. Talvez um dia, uma bebida. Eu pago.

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