Chuva

Mais chove. E se chover soubesse 
da enorme paz que me empresta, 
não mais o sol, ainda que me desse 
a luz essencial de sua festa.

Não mais cintila a luz que me aquece, 
eu que me exponho em cada fresta. 
Parte de dentro a razão: calor e prece 
esta chuva é tudo que me resta.

Cismo na sala o queixo rente 
e raras frutas dão notícia deste vento. 
Mais chove. E a solidão furtivamente

em gotas flui também no pensamento. 
Quem sabe não serei parte da chuva, 
líquida noiva transformada em viúva?

CACASO

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