Jorge e Teca

Ao cair da noite
Teca aguarda
o regresso
de seu homem

fez um bule de café

o coração flutua
no último trecho
de estrada

morros e matas
soslaios de riacho
olho vesgo d’água
coisas de matuto
sintoma de pílula

no breu
caraminholas
de caminhoneiro

solidão
atalhos da memória
tontura do ir e vir…

atolado em Santarém
não quer lembrar
pistoleiros e precipício
não passou de um susto

saudades remotas
das andanças baianas
esquecidas
quilômetros atrás

tantos amores
um amor

a esperar

na região serrana
adormeceu ao volante
remédio bom não há
(só o abraço de Teca)
alucinado seguiu adiante

a (re)volta é redonda
abranda a dor
sustenta a vontade

chegada:
na porta da casa
promessa cumprida
o retorno seguro
às Geraes.

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Um pensamento sobre “Jorge e Teca

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