Historinhas da madrugada.

São duas da manhã, momento de voltar para a goma. Seu Sebá anuncia com a canseira carregada nas costas, o fechamento do boteco. “Teu pai dava as caras mais cedo, moleque”, ele diz. Eu, mais fora do que dentro, pedindo meu cartão de débito ao Jeremias que tenta a todo custo fechar o caixa. Todos já se foram. Eu fiquei. O som da porta de aço baixando é uma baita distração. Saudade, nostalgia, novidade e repetição. O boteco do Sebá, conterrâneo do meu coroa. Sempre gostei. Sobrou-me um cigarrinho que filei do Jorge. O rabugento dono do bar interrompe a tragada derradeira avisando que me arranjou carona. “Toma esse embrulho, sanduíche de pernil. No balcão tem uma dose daquela cachaça que teu pai tanto gostava. O Altamiro me manda cinco garrafas todo mês. Ah, saudade de Itamuri”. Mestre Jonas chega. “Cadê o filho do mineirinho?” Grita. Empurra-me táxi adentro.

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