Lembrando de Torquato Neto

Três da Madrugada

três da madrugada
quase nada
a cidade abandonada
e essa rua que não tem mais fim
três da madrugada
tudo e nada
a cidade abandonada
e essa rua não tem mais nada de mim
nada
noite, alta madrugada
essa cidade que me guarda
que me mata de saudade
é sempre assim
triste madrugada
tudo e nada
a mão fria, a mão gelada
toca bem de leve em mim
saiba
meu pobre coração não vale nada
pelas três da madrugada
toda a palavra calada
dessa rua da cidade
que não tem mais fim
que não tem mais fim
que não tem mais fim

Todo Dia é Dia D

desde que saí de casa
trouxe a viagem de volta
gravada na minha mão
enterrada no umbigo
dentro e fora assim comigo
minha própria condução
todo dia é dia dela
pode não ser, pode ser
abro a porta e a janela
todo dia é dia d
há urubus no telhado
e a carne seca é servida
escorpião encravado
na sua própria ferida
não escapa, só escapo
pela porta da saída
todo dia é mesmo dia
de amar-te, de a morte morrer
todo dia é mais dia, menos dia
é dia é dia d

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