Todo mortal tem seu dia de Samba!

Chovia. Molhadeira de verão, noite agradável. Invenção de moda para uma sexta-feira: assistir a um desfile de apresentação de fantasias de uma escola de samba para o carnaval do próximo ano. Para quem não tem nada melhor para fazer… Na esquina oposta à localização da quadra da agremiação, um boteco improvisado típico da Barra Funda, entrada estreita, balcão tímido. A cerveja… de litro, barata. Melhor toma-lá. Dentro da escola tem cerveja de lata, vendida pela lanchonete terceirizada; o preço é dobrado. Bebemos e fomos para o samba. Entramos na casa da escola, a quadra cheia, só diretoria. Comunidade e diretoria. Aliás, toda a comunidade faz parte da diretoria.  Pelo menos, estava escrito nas camisas  das pessoas. Televisão. Estava lá. A modelo também. A achocolatada ex-mulher daquele sambista carioca também. O deputado federal. A apresentadora “daquele não sei qual programa jovem” do canal nove, idem. Mesa reservada e nós estavamos lá, apreciando a batucada. Batucada… Hipnótica. Eu com as arruelas soltas depois de embriagar-me um pouco, e o tum-tum aumentando, crescendo, contagiando… Era a bateria, mágica. Foi quando acabou a luz. A bateria? Continuou. Depois de dúzias de minutos eternos, tudo se ilumina. No palco, as fantasias bailam, ala por ala. O cara do cavaco caçoa da minha incredulidade. Toca tudo de uma vez, samba velho, samba novo. A bateria acompanha. Se existe uma coisa que acelera minhas conexões neurais, essa tal é a bateria de escola de samba. Faltava essa história à minha biografia.

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