A Seleção brasileira em 1958

O jogador brasileiro sempre chamou atenção por sua habilidade e irreverência. Mas a falta de um título mundial colocava nosso futebol em xeque. Para muitos, faltava seriedade aos bons de bola e categoria aos mais sérios A Seleção de 58 veio para mudar esse estigma.

Formado por 12 atletas do RJ e 10 de SP, o grupo escolhido por Vicente Feola manteve uma boa regularidade durante toda a disputa. Não se deixou levar por placares elásticos, como a vitória por 3×0 sobre a Áustria na estréia, e tampouco se abateu com os resultados complicados, como o 0x0 na primeira fase diante da Inglaterra.

Aliando juventude e equilibrio, o Brasil pintava como favorito para o público sueco e para a imprensa estrangeira. Menos para os franceses, que insistiam no fator psicológico como ponto fraco da seleção verde-amarela – eles acreditavam que a seleção amarelaria na reta final, com em 1950, no Maracanã.

Os dois primeiros resultados desagradaram Feola, que tomou a atitude mais feliz da história do futebol nacional: escalou Pelé e Garrincha juntos na equipe titular. Os dois infernizaram a URSS, e o Brasil venceu por 2×0, com dois gols de Vavá.

A equipe parecia ter entrado de vez nos eixos. Mas Vavá, com um corte na canela, tornou-se desfalque certo para as quartas de final, diante do retrancado País de Gales. Sem um centroavante trombador, os brasileiros sofreram para furar a defesa galesa. Pelé, em lance individual, fez o único gol da partida.

Veio então a semifinal diante da França. Era hora de mostrar aos franceses que o Brasil tinha condições técnicas e psicológicas de vencer. Com um show de Pelé, autor de 3 gols, a seleção bateu a França por 5×2 e tirou Just Fontaine e o melhor ataque da competição da disputa pelo título.

Mais uma vez, apenas 902 minutos separavam o Brasil da consagração. Tínhamos de provar que éramos capazes de suportar o clima tenso de uma final. Do outro lado estariam os donos da casa, motivados e até surpresos com a própria campanha.

A imagem de Didi caminhando calmamente até o círculo central com a bola debaixo do braço – depois de o brasil tomar um gol logo aos 4 minutos de jogo – foi a mais simbólica daquela seleção: um time talentoso, capaz de dar espetátulo, mas que tinha a cabeça e os nervos no lugar.

Os 5×2 no placar foram tão convinventes que o treinador sueco definiu que a seleção brasileira era tão boa que temia torcer por ela.

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