Suécia 58

Pala segunda vez, dois países europeus sucediam-se como sede da copa (a primeira foi em 34 e 38, com Itália e França). Desta vez, a Suécia “pegava o bastão” da Suíça no organização do torneio. (de lá para cá, os continentes se alternaram). E novamente a organização funcionou como um relógio. A tabela com os jogos e cruzamentos das fases finais foi divulgado com antecedência. Foi usado novamente o eficiente reculamento com quatro grupos de quatro, onde todos se enfrentavam, seguido de mata mata. Esse sistema duraria até 1974.

Apenas o sorteio dos grupos deixou a desejar. Não havia cabeça de chave – seleções mais fortes que são previamente colocadas cada uma em um grupo diferente para evitar que elas se eliminem precocemente na competição, casao fiquem no mesmo grupo. Assim, calhou de o Brasil pegar as também favoritas Inglaterra e URSS. Sobrou para os ingleses, que levaram a pior diante dos soviéticos e caíram logo na primeira fase.

Os argentinos também decepcionaram. Com uma vitória e duas derrotas, incluindo uma goleada por 6×1 para a Tchecoslováquia, nossos vizinhos voltaram para casa mais cedo, em último lugar no grupo.

Mas o mundial não foi marcado apenas por decepções. A Alemanha Ocidental foi bem, e só não chegou à final porque o árbitro argentino resolveu dar uma ajuda para a Suécia nas semifinais. Os Suecos, diante de sua torcida, jogaram sua única final. França e Brasil foram as estrelas da festa.

Os franceses tinham um ataque entrosado, com Piantoni e Just Fontaine, ambos do Stade de Reims. A linha ofensiv da equipe marcou nada menos que 23 gols em seis partidas. Fontaine é até hoje o maior artilheiro de uma única edição do mundial,  com 13 gols.

O azar dos europeus foi ter cruzado com a seleção brasileira de Didi, Pelé, Garrincha e Vavá, que jogavam por música. Mané até causa pesadelos nos soviéticos. Didi, após a copa, disse que tinha vontade de rir, pois Mané ia passando pelos homens e os deixando de bunda no chão.

Pelé, com apenas 17 anos, decidiu as quartas de final contra Gales, fez 3 diante da França e mais dois na decisão. Didi, com sua categoria e liderança, comandou o Brasil em um momento dos mais complicados, quando saímos perdendo na final.

A geração de 58 provou que oBrasil não era fogo de palha., como a tragédia de 50 e o vexame de 54 faziam crer. E colocou nossa seleção no mapa do futebol para sempre.

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