O Brasil na copa de 30

O Brasil ainda não era o país do futebol na década de 30. Uruguai e Argentina tinham melhores times na época. Mas os brasileiros estavam se aprimorando e poderiam surpreender na Copa do Mundo. Poderiam, se uma briga de egos entre São Paulo e Rio de Janeiro não prejudicasse a qualidade da equipe.

A CBD, em sua maioria formada por cariocas, decidiu não convocar ninguém da Associação Paulista de Esportes Atléticos para integrar a comissão técnica da delegação que viajaria ao Uruguai. Em represália, a APEA impediu que seus clubes liberassem atletas para o mundial.

A desavença entre os dois estados deixou de fora craques como os atacantes Friedenreich (São Paulo da Floresta) e Heitor (Palestra Itália). Apenas o meio santista Araken, que brigara com o clube, conseguiu viajar com o selecionado nacional.

Desfalcada dos bons jogadores paulistas, a primeira campanha brasileira numa Copa foi aquém do esperado. Logo na estréia, uma derrota por 2×1 para a Iugoslávia, que levaria seis gols do Uruguai na semifinal. Preguinho, aos 17 min da segunda etapa, fez o primeiro gol do Brasil em mundiais.

A Bolívia, nosso adversário seguinte, não incomodou: goleamos por 4×0. Mas a seleção parou por aí. A vitória dos Iugoslavos sobre os bolivianos deu a liderança do grupo 2 aos europeus. O Brasil era eliminado já na primeira fase.

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