Brasil 50

Primeira Copa do Mundo pós-guerra, a edição de 1950 foi marcada por muitas desistências. A Alemanha sofria com a derrota no conflito, a Argentina brigara com o Brasil e, em protesto, não veio. Os indianos protestaram contra a Fifa, porque seus jogadores foram impedidos de jogar descalços. Com todas essas desistências, apenas 13 países desembarcaram em terras brasileiras.

Os organizadores brasileiros tiveram de bolar um novo regulamento, om mais jogos. Outra preocupação era reverter um possível prejuízo financeiro.

As equipes foram divididas em quatro grupos. Dois deles tinham quatro integrantes, um foi formado com três e outro com apenas dois. Os melhores de cada chave iriam se enfrentar em um quadrangular, sem a necessidade de um jogo final. Esse sistema nunca mais se repetiu.

O sentimento de otimismo era grande. A seleção tinha craques como Zizinho, Jair e Ademir. Com a ausência de adversários de peso, as chances de título passar para nossas mãos eram boas.

Logo na estréia, 82 mil pessoas compareceram ao recém-construído estádio do Maracanã, então o maior do mundo, para ver a goleada brasileira sobre os mexicanos (4×0). Cinco dias depois, em Belo Horizonte, a favoritíssima Inglaterra enfrentava os amadores dos EUA. Os ingleses estreavam em Copas – dizia-se que não participaram das anteriores por se acharem invencíveis. Foram derrotados por 1×0 pelos norte americanos, na maior zebra da história do futebol.

Brasil, Espanha, Suécia e Uruguai se classificaram para o quadrangular final. Os brasileiros golearam as duas seleções européias e, com 13 gols em dois jogos, chegaram ao último jogo contra o Uruguai precisando apenas de um empate. O clima de já ganhou tomou conta da torcida, da imprensa e dos jogadores.

Oficialmente, 174 mil pessoas lotaram o Maracanã – algumas estimativas dizem que o público foi superior a 200 mil pessoas, o maior de todos os tempos.

Essa imensa massa explodiuquando o são-paulino Friaça abriu o placar. O título era nosso. Mas aos 21 min do segundo tempo veio o empate e – tragédia das tragédias -aos 34 min Ghiggia chutou e o goleiro Barbosa não conseguiu defender. O pesadelo que se abateu sobre aqueles bons jogadores foi comparado a uma condenação perpétua.

Os uruguaios, assim como os italianos, eram bicampeões mundiais. E nunca mais venceriam o Brasil no Maracanã.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s