mea culpa – são paulo x santos

Não vou menosprezar a participação dos jogadores nos  dois últimos jogos que acompanhei do São Paulo e Santos, o primeiro no Morumbi e o último no Charme (na calçada, sem ver nem ouvir nada) mas, para não faltar com a verdade, vejo-me obrigada a tratar também da minha participação, se não decisiva, bastante importante no resultado das pelejas.

Topei assistir ao primeiro jogo no Morumbi, com toda a prole, Jorge, meu irmão David, Carol, bastava comprarmos os ingressos  com antecedência, o que não foi possível dada a impossibilidade de  abstinência ramiresca do meu companheiro. Transposto – mas não superado –  esse obstáculo, minha linguagem corporal deixando claro que não estávamos pra conversa (e o corpo do Jorge mal se aguentando de pé),  saímos Jorge e eu atrás dos ingressos no próprio Morumbi. Não havia fila, ao contrário do que supunhamos, mas havia uma porção de homens tentando enganar as pessoas dizendo-lhes que os ingressos que pretendiam já haviam acabado, que só eles os possuíam e por preços bem mais elevados! Por sorte (e incrível intuição do Jorge!) não caímos na deles. De posse dos ingressos, buscamos prole, irmão, prole do irmão, enchemos a barriguinha de todos com pão e lá fomos pro estádio. Bacana.  A Gabi chegou a comentar com o Yan sobre a sensação de estarem todos ali unidos por algo, enquanto caminhavamos em meio a tantos com a mesma camisa. Estranha essa molecada hoje em dia, parece que não há uma causa, um ideal. Até um uniforme é motivo de estranheza. Entrar no estádio é um tesão. Bom, eu não sabia qual era o mascote do São Paulo, não entendia porque tantas bolas no campo antes de o jogo começar, porque toda hora levantavam uma bandeirinha durante o jogo, porque os jogadores jogavam-se ao chão e rolavam, porque os jogadores do Santos batiam nos do São Paulo e não tomavam cartão. Acho que deve ser muito legal para a torcida minoritária ter o seu time vencedor ali, no estádio adversário. Fiquei pensando na alegria deles. Foi um jogo gostoso de ver. Eu não sou exatamente torcedora, mas no segundo tempo achei que os jogadores so São Paulo correram à beça, jogaram com garra e, para ajudar, prometi – não sei bem a quem – que não tomaria refrigerante por uma semana se fizessem um gol e pronto – FIZERAM. Daí não tive opção – prometi que não comeria nada com açúcar se viesse o segundo gol – EMPATE. Não pude prometer mais nada pois morreria de inanição. O problema foi que me esqueci e assim que cheguei em casa minha vidinha voltou ao normal, bem como minha tradicional dieta alimentar. Foi a Gabi, assim que chegamos do Charme, depois do segundo jogo, quem me lembrou: “- Satisfeita?! Encheu a cara de doce e olhaí – Santos venceu e com gol de mão!!! Culpa sua!!!” 

Bom, lamento são paulinos.

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Um pensamento sobre “mea culpa – são paulo x santos

  1. Felizes são vocês, todos são-paulinos! Em casa são dois corintianos e um santista; o pai são-paulino está sozinho. Precisou-se mudar de estado para a formação de um novo clã: no Paraná somos todos Coxa!

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