Ilha do Medo

titulo original: (Shutter Island)
lançamento: 2010 (EUA)
direção: Martin Scorsese
atores: Leonardo DiCaprio , Mark Ruffalo , Ben Kingsley , Emily Mortimer , Michelle Williams
duração: 148 min

Filmaço. Tem diretor que é realmente outra coisa, o domínio perfeito de cada sequência… Como nos filmes do Tarantino, só de acompanhar as imagens já é uma maravilha. Scorsese de primeira.

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9 pensamentos sobre “Ilha do Medo

  1. Pensei tanta coisa.
    É um filme essencial, sem dúvida. Quem gosta de cinema, tem que ver Scorcese.
    Mas penso em Selma. Talvez eu devesse ter saído antes do final. Coisa minha, idiossincrasia, outro nome. Gosto de filmes que me passam a perna.
    Um dia talvez eu goste muito desse filme. Hoje só recomendo.

    • (O filme parecia caminhar para algo surpreendente. Quando tudo se resolve, e as coisas passam a fazer sentido, fica menor. É um grande filme, mas não sei. O que será que eu queria?
      O sentido já não faz sentido?)

  2. Gostei bastante do filme, mais do que esperava.Bonito – fotografia, música, não sei se dá pra entender. Surpreendeu-me. Não achei que o final soluciona algo, pelo contrário. Pra mim qualquer sentido faz sentido, pode ser explicado a partir dos elementos todos que nos foram fornecidos no decorrer da história,mas e aí, o que é verdade, o que aconteceu afinal (no final)?

  3. Perturbador! Sensacional! Maiúsculo! Em vários momentos do filme me peguei pensando em como é bom ter contato com uma vertente de cinema que consiste em botar um troco razoável na mão de gente que entende do ramo (falta de grana limita um tanto-muito as possibilidades do Alto Cinema, convenha-se).
    Freud, Kafka, ecos de David Lynch, trama que remete àqueles filmes de paranoia conspiratória. Link com alguma coisa que ainda não fui capaz de identificar. Um amálgama de citações (Hitchcock vem explicitamente ao caso) num filme que, por isso mesmo não sendo um prodígio de inovação, é conduzido com a maestria de quem domina a arte. Enfim, como não sou poeta e nem gosto de que me passem a perna, fiquei extasiado.
    Por fim, o final: MA-RA-VI-LHO-SO. Estou tentado a falar mais do filme. (Hei de cumprir a promessa. Acho.)

    • Sim, pode ser tudo isso. É um filme de mestre. E pensei em Kafka, também. Porém o que me incomodou foi, em poucas palavras, que o fim parece não fazer juz ao filme. Me pareceu um reducionismo: tudo se explica por ou resume a uma questão de culpa.

      • Não só não vi reducionismo no desfecho como, ao contrário, considerei-o bastante rico, já que dá uma bela embaralhada no desenvolvimento temático do filme. A atitude do DiCaprio na última cena reveste de sarcasmo a coisa toda: uma loucura consciente, ou uma consciência doida.

  4. Tão-já cumprindo a promessa:
    Cenografia. Nossa, que absurdo. Notaram que aquela porrada de tomadas aéreas, especialmente as das escadarias, e, ainda mais especialmente, as dos quartinhos do farol, remetem àquelas representações gráficas de instâncias psíquicas, tipo compartimentos desconhecidos do cérebro? A imersão psicológica que o filme impõe me rendeu associações com “Anticristo”.

  5. Acho que o final só reduziria o filme se o tomarmos como algo fechado, o que não é minha visão. Pode ser qualquer coisa. Mantenho que é um puta filme e não só pelo enrero. Não achei despropositada a menção ao Lynch, apesar de não terem nada a ver um e outro diretor. Estou no meio da segunda temporada de Twin Peaks e logo falo mais.

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