Onde vivem os monstros

Spike Jonze – EUA – 2009

Do mesmo diretor de Adaptação e Quero Ser John Malkovich, agora atacando com um filme infantil. Para variar, injusta a classificação de duas estrelinhas da folha. Se não fosse pelo diretor (assim como nos filmes do Lars, geralmente mal cotados), teria deixado passar batido. Uma pérola dentro desse universo – o de filmes para pequenos. Extremamente tocante, melancólico e tristonho. E onde vivem os monstros senão dentro de nós mesmos? A solidão é  terra fértil para o surgimento dos vários monstros e pesadelos.

Classificação: muito bom.

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13 pensamentos sobre “Onde vivem os monstros

  1. O crítico Christian Petermann, que escreve para a Folha e também protagoniza, num programa do Ronnie Von chamado Todo Seu, um bloco dedicado todas as quintas-feiras às estreias de cinema, disse que o filme não é exatamente dirigido a crianças – até por esse caráter sombrio de que você fala.
    Nunca vi nada desse tal Jonze – outro clipeiro, se não me engano -, mas OK, entrou na lista.

  2. Li o livro em uma livraria. É curtinho – cinco minutos bastam. Fico pensando como o diretor conseguiu transformar esse livro num longa-metragem. Tá na minha lista também.

    ————–

    referência do livro na editora

    Onde vivem os monstros

    Lançado em: outubro/2009
    Autor: Maurice Sendak
    Ilustração: Maurice Sendak
    Tradução: Heloisa Jahn

    (…) Na história escrita em 1963, o garoto Max, vestido com sua fantasia de lobo, faz tamanha malcriação que é mandado para o quarto sem jantar. Lá, ele se transporta para uma floresta, embarca em um miniveleiro, navega pelo oceano, até chegar numa ilha, onde vivem os monstros. Com o seu olhar firme, consegue dominá-los e é coroado rei. Max, então, fica livre para mandar e desmandar, longe de regras ou restrições. Mas, quando a saudade de casa e daqueles que realmente o amam começa a apertar o peito, Max fica em dúvida sobre suas escolhas.

    Em janeiro de 2010, o filme chega aos cinemas brasileiros. Onde vivem os monstros faz parte da biblioteca básica de todo leitor. O maior clássico da literatura infanto-juvenil.

    “O trabalho de Sendak, disfarçado de fantasia, emerge do ‘eu’ primitivo, da criança que espreita no coração de todos nós”. The New York Times

    PRÊMIO HANS CHRISTIAN ANDERSEN
    THE CALDECOTT MEDAL
    PRÊMIO ASTRID LINDGREN
    MEMORIAL MELHOR LIVRO ILUSTRADO – NEW YORK TIMES

    http://editora.cosacnaify.com.br/ObraSinopse/11297/Onde-vivem-os-monstros.aspx

  3. Acho que é para crianças na mesma medida que os filmes do Tim Burton, se é que me entendem. O Yan chorou pacas, acho que só menos que o pai dele. Mas não sei se, deslocado dessa perspectiva de filme infanto-juvenil, eu teria a mesma avaliação. Quanto à duração, creio que ele se utilizou da idéia chave para construir um novo roteiro, dando mais vida e fatos à história. Como sequer tivesse ouvido falar nesse livro, não tenho como comparar, mas aparentemente está dentro do contexto.

  4. Um adendo: Ronnie Von? Todo Seu? Cara, solidão é foda mesmo e terreno fértil para monstros. Quando estiver nessas, pode vir nos visitar..

    • Sendo eu um interessado no tema – em cinema mais do que em Ronnie Von -, vejo o tal bloco do tal crítico no tal programa sempre que posso. Quando estou em casa às quintas é até fácil de lembrar, porque para tanto basta lembrar antes, e não vir a esquecer em seguida, que o horário da exposição costuma coincidir com o do Cartão Verde, na Cultura, talvez o último programa de TV que ainda tenho o costume de ver.

  5. Vi ou li algo sobre o livro e, salvo engano, o autor acompanhou as filmagens. Houve inclusive a inserção de personagem que não constava do livro. A transposição de situações fáceis, cotidianas, para imagens, tornando-nos espectadores aptos a ocupar, avaliar, sentir como qualquer dos agentes – mas não como todos, pois não dá tempo, a ação é rápida -, causa o incômodo, o mal estar, a sensação de já se ter visto ou vivido tudo aquilo, de já ter sentido.
    Havia apenas 3 crianças na sala. O Yan gostou, acompanhou e não ficou entediado. Eu gostei bastante.

    • Legal que viu e teve a mesma opinião, Luis. Até o momento, passado algum tempo, é o filme mais marcante do ano (claro que do restrito universo de quatro ou cinco filmes de janeiro)

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