meus filmes da virada

não tem nada a ver com a retrospectiva do ano, só foram os que assisti nos últimos dias de 2009 e primeiros de 2010, alguns deles na fila há tempos sem que eu me animasse (postura que se mostrou equivocada em todos os casos)

Na natureza selvagem – Sean Penn – EUA – 2007

Pequena Miss Sunshine – Jonathan Dayton, Valerie Faris – EUA – 2006

E aí, meu irmão, cadê você – Joel Coen, Ethan Coen – EUA – 2000

 Tropa de Elite – José Padilha – Brasil – 2006

Teve mais alguns, mas estes merecem menção honrosa. Ter assistido ao último só agora já denota meu preconceito – garanto que se fosse um filme de qualquer outro país que tivesse ganho Berlim eu teria corrido para o cinema. Bem, à época algumas conversas e lugares-comuns sobre tropa de elite me deixaram com o pé atrás – outro erro, já que ônibus 174 devia abrir as portas sem reservas para qualquer filme seguinte do diretor.

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7 pensamentos sobre “meus filmes da virada

  1. 1. Tive bastante dificuldade para aguentar Na Natureza Selvagem. Tudo bem que gostei do filme do Ang Lee, mas minha tolerância com o universo hippie tem limites.
    2. Vi um pedaço de Pequena Miss Sunshine na TV, acho que numa Sessão da Tarde da Globo, e, se for isso mesmo, me parece que o filme estava no lugar certo.
    3. Não conheço esse dos Coen.
    4. Tem uma cópia pirata do filme do Padilha em casa. Ao contrário de você, contudo, o meu pé atrás, mesmo indefensável, persiste. Mas um dia eu quebro a barreira.

  2. 1- Eu também tive dificuldade. Mas reforça um Sean Penn buscando se diferenciar ideologicamente no meio do massacre cultural
    2- Coincidentemente, aqui também: por umas duas vezes, apesar da insistência da Patrícia, vi apenas alguns trechos do filme e parecia-me uma baboseira
    3- inteligência de sempre, mais engraçadinho que a maioria
    4- vale a pena. acho que o sucesso que fez por estas bandas foi por interpretação equivocada, mas dá para entender o fascínio que provocou em Berlim, chega a ser didático (a segunda metade enche mais o saco, entra a parte que virou hit, o treinamento, a ação policial em si). Depois que assistir, discutimos mais.

    • Putz, em hipótese alguma. Não dá para entender o porquê de achar que mostrar a visão da polícia ou de um fascista significaria defesa de tal posição. Talvez por isso, tanta gente do bem produz estudos sobre proletários e tão poucos sobre os capitalistas – o que no fundo só gera mais subsídios ao “inimigo”. Mas, voltando: se filmes como cidade de deus limitavam-se a mostrar o enraizamento dos problemas na favela, aqui a degradação é generalizada, bate nas instituições, na burguesia intelectualizada (simbólico que as cenas de debate na faculdade se passem em uma aula de sociologia). É, como em bus 174, retrato do país. E não deixa margem para defesa da posição do “herói” do filme, pelo contrário, passa a perpetuação da situação, como a engrenagem já funciona de maneira a não ter solução simples à vista.

    • Eu me incluo entre os que não consideram fascista o filme. E olha que ainda nem o vi. Prometo corrigir em breve essa falta e em seguida volto aqui para um pitaco.

  3. Obrigado, mas já estou bem familiarizado. Lembre-se de que, na época da explosão do filme, eu ainda pegava ônibus todo dia.

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