O vento nos levará

Abbas Kiarostami retoma em O Vento nos Levará a temática da morte, tratada com brilhantismo no premiado Gosto de Cereja. Poesia, sensibilidade e fotografia belíssima compõem o quadro das certezas e das dúvidas humanas. Mais uma vez Kiarostami trabalha com pessoas comuns, adultos e crianças sem conhecimento de cinema, de uma forma comovente e encantadora.

Curiosamente algumas pessoas saem do Teerã para passar alguns dias na remota vila de Siah Dareh, no Curdistão iraniano. Os habitantes ignoram a razão de estarem ali. Os visitantes vão a um antigo cemitério e andam em torno dele, fazendo com que os moradores acreditem que estão procurando por tesouros. Mas eles deixam o lugar como se não tivessem encontrado o que estavam buscando.

É o ritual funerário que atrai uma rede de TV iraniana para a pequena vila de Siah Dareh, no Curdistão iraniano. Querem filmar um destes rituais mas não podem prever a morte para realizar o documentário. A vida insiste em vencer neste filme que ganhou o Prêmio do Júri do Festival de Veneza/99.

Diretor : Abbas Kiarostami
Roteiro : Abbas Kiarostami
Fotografia : Mahmoud Kalari
Montagem : Abbas Kiarostami
Produtor : Behzad Dourani e moradores da vila Siah Dareh
Produção : MK2 Productions
World Sales : MK2 Diffusion 55, rue Traversière – Paris 75012
Tel.: 33 1 4467 3000
Fax: 33 1 4341 3230
Col., 118 min., 1999
Nasceu no Teerã em 1940, graduou-se em Belas Artes e trabalhou em publicidade até 1968. Dois anos depois fundou o Departamento de Cinema no Centro para o Desenvolvimento Intelectual de Crianças e Jovens. A Mostra apresentou a vigorosa obra de Kiarostami em duas retrospectivas, em que foram apresentados seus curtas e longas, entre eles Onde Fica a Casa de Meu Amigo?, Close-up, Através das Oliveiras, Vida e Nada Mais (E a Vida Continua) e Gosto de Cereja, premiado com a Palma de Ouro em Cannes.
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6 pensamentos sobre “O vento nos levará

  1. Tenho intenção de aprofundar meus parcos conhecimentos da obra desse cara. Obviamente, ele não é qualquer um.

    • Foi esse o meu primeiro contato com o cinema do Kiarostami – até porque deve ter sido também a primeira coisa iraniana que entrou em cartaz por aqui. Confesso que me aborreceu um tantinho. Talvez por falta de costume com a dinâmica toda especial das produções daquela procedência, talvez porque o filme realmente insista demais na repetição. Mas gostaria de rever o filme, sim.

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