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	<title>Clube Social das Banalidades&#039;s Blog</title>
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	<description>Cinema, Música, Literatura, Política, Futebol e outros assuntos apresentados por</description>
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		<title>Clube Social das Banalidades&#039;s Blog</title>
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		<title>Momento do astronauta.</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Jan 2012 12:12:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobretudo sobre tudo!]]></category>

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		<description><![CDATA[O astronauta trabalhou concentrado anos a fio e esperou ansiosamente pela oportunidade de viajar para o espaço. Quando a chance, única para qualquer humano, restrita para poucos, lhe bateu nos ombros, olhou firme para si mesmo, sem espelho, como se isso fosse possível, e foi, porque quando fechamos os olhos, nos vemos inteiros, com todas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3366&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="id_4f004add18e609c94780264">O astronauta trabalhou concentrado anos a fio e esperou ansiosamente pela oportunidade de viajar para o espaço. Quando a chance, única para qualquer humano, restrita para poucos, lhe bateu nos ombros, olhou firme para si mesmo, sem espelho, como se isso fosse possível, e foi, porque quando fechamos os olhos, nos vemos inteiros, com todas as nossas arestas a aparar.  Perce&#8230;beu então, que sair da órbita de seu planeta não era uma tarefa pessoal tão importante. Deixou de ser, para ele que viajou pouco pelo mundo, muito pelos livros. Era um capricho social, uma ação probatória, mostrar que era capaz. Pensou em todos as pessoas que conheceu e amou até aquele instante. Uns por alguns minutos, outros por décadas sem fim. Lembrou-se da sua boa e generosa escuta e da vontade impraticável de estar com todos ao mesmo tempo. Um homem capaz de juntar a diversidade, rindo com operários no intervalo para o almoço, numa obra próxima ao Centro Espacial, entre fuligem, proteína, gordura e um aperitivo abrecaminhos para limpar a visão, amolecer o coração e lubrificar as ideias ou, apreciar por horas sem descanso, um eminente amigo professor engasgar com os percalços e rumos incompreensíveis de sua pesquisa sobre a organização estrutural das abelhas. Olhou para seu chefe atônito, que aguardava choro e resposta e que apenas ouviu &#8220;Muito obrigado. Pensarei a respeito&#8221;. Lembrou-se das estrelas acumuladas nos bancos de escola, nas praças, bares, becos lúgubres, surpreendentes e amistosos de periferia, museus, casas de muitos avôs e avós e tios e tias, ruas e esquinas de tantos companheiros e companheiras. Tecnicamente, no último dia daquela volta insuportável em torno do sol, a verdadeira sabedoria, espontânea. Ele tinha uma galáxia pulsando em seu coração. Claudio H. Ribeiro</div>
<br />Filed under: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/sobretudo-sobre-tudo/'>Sobretudo sobre tudo!</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3366/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3366/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3366/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3366/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3366/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3366/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3366/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3366/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3366/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3366/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3366/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3366/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3366/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3366/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3366&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Pouso inapropriado</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Dec 2011 03:29:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Preso à teia, Aguardo a impiedade&#8230; Ela é feia? Enche-me de ansiedade. Filed under: Poesia<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3361&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Preso à teia,<br />
Aguardo a impiedade&#8230;<br />
Ela é feia?<br />
Enche-me de ansiedade.</p>
<br />Filed under: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/poesia/'>Poesia</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3361/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3361/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3361/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3361/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3361/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3361/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3361/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3361/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3361/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3361/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3361/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3361/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3361/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3361/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3361&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Êta trem high tech, sô!</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Dec 2011 17:01:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lorotinhas]]></category>

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		<description><![CDATA[Rodopia. É pião? Perguntei. Tem fieira não&#8230; Massa! Irado! Falei. O menino disse: &#8220;Tô fazendo coleção. Tem bit chip, anel de ataque, disco de peso, engrenagem giratória e base laminada. Dá prá modificar e fazer fusão entre os modelos.&#8221; &#8220;Coisa de japonês&#8221;. Pensei e fiquei com saudade dos tempos em que meu pai trazia aqueles [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3357&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Rodopia. É pião? Perguntei. Tem fieira não&#8230; Massa! Irado! Falei. O menino disse: &#8220;Tô fazendo coleção. Tem bit chip, anel de ataque, disco de peso, engrenagem giratória e base laminada. Dá prá modificar e fazer fusão entre os modelos.&#8221; &#8220;Coisa de japonês&#8221;. Pensei e fiquei com saudade dos tempos em que meu pai trazia aqueles objetos cônicos de madeira com ponta de metal. Quando o fio arrebentava, eu corria prá comprar barbante na papelaria Santa Rita.</p>
<br />Filed under: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/lorotinhas/'>Lorotinhas</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3357/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3357/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3357/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3357/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3357/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3357/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3357/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3357/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3357&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Homenagem a um observador atento a tudo. (Para Dimitrius).</title>
		<link>http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/12/09/homenagem-a-um-observador-atento-a-tudo-para-dimitrius/</link>
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		<pubDate>Fri, 09 Dec 2011 13:03:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[sem lume. disperso na rodovia. centenas de caminhões. dezenas de ônibus. alguns carros. de repente. olhos no mato. flutuando. o bichinho que acende. que apaga. que acende. que apaga. que acende. que apaga&#8230; Filed under: Poesia<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3353&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>sem lume. disperso na rodovia. centenas de caminhões. dezenas de ônibus. alguns carros. de repente. olhos no mato. flutuando. o bichinho que acende. que apaga. que acende. que apaga. que acende. que apaga&#8230;</p>
<br />Filed under: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/poesia/'>Poesia</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3353/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3353/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3353/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3353/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3353/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3353/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3353/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3353/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3353/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3353/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3353/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3353/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3353/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3353/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3353&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Horizonte</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Dec 2011 11:38:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hic!]]></category>

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		<description><![CDATA[Tem jeito de auto-exílio. Mas não é. Também não é o fim de uma longa jornada. Talvez um recomeço. Afinal, com tantas experiências acumuladas, chegara a hora de testar limites. Saudade, palavra antiga, sempre usual. As lembranças, as pessoas, as canções, as imagens, as palavras, consagradas ou não, manchando folhas de toda qualidade de papel. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3351&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tem jeito de auto-exílio. Mas não é. Também não é o fim de uma longa jornada. Talvez um recomeço. Afinal, com tantas experiências acumuladas, chegara a hora de testar limites. Saudade, palavra antiga, sempre usual. As lembranças, as pessoas, as canções, as imagens, as palavras, consagradas ou não, manchando folhas de toda qualidade de papel. São as coisas que carregamos debaixo de nosso braço existencial e gritam quando necessitamos anunciar nossa angústia; e sussurram nossa paz após derramarmos lágrimas nostálgicas. A estrada é tão menos caminho do que símbolo. É ruptura. Desconstrução. Passagem secreta. Do outro lado, o destino; ponto de chegada. Não é o novo mundo. Nele, há esperança, repleta de jovialidade. A imprudência permitida. A vontade de aprender. São como os meninos subindo nas árvores, pelejando na cancha de areia ou grama, o bate-bola moleque, dedilhando em seus violões, riffs de rock ou trilhas de desenhos animados. Boniteza&#8230;</p>
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		<title>A aventura de um fotógrafo</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Dec 2011 03:05:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís</dc:creator>
				<category><![CDATA[contos]]></category>
		<category><![CDATA[Ítalo Calvino]]></category>

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		<description><![CDATA[Com a chegada da primavera, os habitantes das cidades, às centenas de milhares, saem aos domingos levando o estojo a tiracolo. E se fotografam. Voltam satisfeitos como caçadores com o embornal repleto, passam os dias esperando com doce ansiedade para ver as fotos reveladas (ansiedade a que alguns acrescentam o prazer sutil das manipulações alquímicas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3335&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="JUSTIFY">
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">Com a chegada da primavera, os habitantes das cidades, às centenas de milhares, saem aos domingos levando o estojo a tiracolo. E se fotografam. Voltam satisfeitos como caçadores com o embornal repleto, passam os dias esperando com doce ansiedade para ver as fotos reveladas (ansiedade a que alguns acrescentam o prazer sutil das manipulações alquímicas na câmara escura, vedada às instruções dos familiares, exalando um cheiro acre dos ácidos), e somente quando põem os olhos nas fotos parecem tomar posse tangível do dia passado, somente então aquele riacho alpino, aquele jeito do menino com o baldinho, aquele reflexo de sol nas pernas da mulher adquirem a irrevogabilidade daquilo que já ocorreu e não pode mais ser posto em dúvida. O resto pode se afogar na sombra incerta da lembrança.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">Convivendo com os amigos e colegas, Antonino Paraggi, não-fotógrafo, percebia um crescente isolamento. A cada semana descobria que às conversas daqueles que glorificam a sensibilidade de um diafragma ou discorrem sobre o número de dins se unia a voz de alguém a quem até ontem ele havia confidenciado, certo de que os partilhasse, seus sarcasmos em relação a uma atividade para ele tão pouco excitante e tão desprovida de imprevistos.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">Como profissão, Antonino Paraggi exercia funções administrativas nos serviços de distribuição de uma empresa produtiva, mas sua verdadeira paixão era a de comentar com amigos os acontecimentos pequenos e grandes desenredando o fio das razões gerais dentro dos emaranhados particulares; ele era em suma, por atitude mental, um filósofo, e punha toda a sua obstinação em conseguir explanar até os fatos mais afastados de sua experiência. Agora sentia que alguma coisa na essência do homem fotográfico lhe escapava, o apelo secreto que fazia com que novos adeptos continuassem a se listar sob a bandeira dos diletantes da objetiva, alguns gabando os progressos de suas habilidades técnicas e artísticas, outros ao contrário atribuindo todo o mérito à excelência do aparelho que haviam adquirido, capaz (a ouvir-se o que diziam) de produzir obras-primas mesmo se entregue as mãos ineptas (assim eram declaradas as deles, pois, quando o orgulho era forte, em exaltar as virtudes dos engenhos mecânicos, o talento subjetivo aceitava ser humilhado na mesma proporção). Antonino Paraggi entendia que nem um nem outro motivo de prazer eram decisivos: o segredo estava em outra coisa.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">É preciso dizer que essa busca na fotografia das razões de uma insatisfação sua – como quem se sente excluído de alguma coisa – era em parte também um truque de Antonino consigo mesmo, para evitar levar em consideração outro, e mais visível, processo que o andava separando dos amigos. O que estava acontecendo era que os conhecidos de sua idade estavam todos se casando, constituindo família, enquanto Antonino ia ficando solteiro. Entre os dois fenômenos ocorria também um vínculo indubitável, na medida em que muitas vezes a paixão pela objetividade nasce de modo natural e quase fisiológico como efeito secundário da paternidade. Um dos primeiros instintos dos pais, depois de pôr um filho no mundo, é o de fotografá-lo; e dada a rapidez do crescimento torna-se necessário fotografá-lo com frequência, pois nada é mais transitório e irrecordável de que uma criança de seis meses, rapidamente apagada e substituída pela de oito meses e, depois, pela de um ano; e toda a perfeição que aos olhos dos pais um filho de três anos pode ter atingido não é suficiente para impedir que suceda a ela, destruindo-a, a nova perfeição dos quatro, só restando o álbum fotográfico como lugar onde todas essas perfeições fugazes se salvam e se justapõem, cada uma aspirando a um absoluto próprio incomparável. Na mania dos pais novatos de enquadrar a prole na mira para reduzi-la à imobilidade do preto-e-branco ou do diapositivo colorido, o não-fotógrafo e não-procriador Antonino via principalmente uma fase da corrida para a loucura que aquele instrumento preto abrigava. Mas suas reflexões sobre a ligação iconoteca-família-loucura eram rápidas e reticentes; senão ele compreenderia que na realidade quem corria o perigo maior era ele, o solteirão.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">No círculo de amizades de Antonino se costumava passar os fins de semana fora da cidade, em bando, seguindo um hábito que para muitos deles vinha desde os anos de estudante, e que se estendera até às noivas e depois às esposas e à filharada, assim como às babás e governantes, e em alguns casos aos parentes por aliança e aos novos conhecidos de ambos os sexos. Mas, como a continuidade da convivência e dos hábitos nunca havia cessado, Antonino podia fingir que nada tinha mudado com o passar dos anos e que aquele ainda era o bando de rapazes e moças de outra época, em vez de um conglomerado de famílias em que ele permanecia o único solteiro sobrevivente.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">Cada vez com mais frequência, nessas saídas para as montanhas ou para o mar, no momento da foto de grupo familiar ou interfamiliar, pedia-se a intervenção de um operador de fora, até mesmo de um passante que se prestasse a apertar o botão do aparelho já posto em foco e apontado para a direção desejada. Nesses casos Antonino não podia recusar seus préstimos: recolhia a máquina das mãos de um pai ou de uma mãe que corriam para se colocar na segunda fila enfiando o pescoço entre duas cabeças ou para se acocorar entre os menores; e concentrando todas as suas forças no dedo indicado para o uso, apertava o gatilho. Nas primeiras vezes um irrefletido enrijecimento dos braços desviava a mira, que pegava mastros de embarcações ou agulhas de campanários, ou decapitava vovôs e titios. Foi acusado de fazer de propósito, censurado por um gênero desagradável de brincadeira. Não era verdade: sua intenção era sempre emprestar o dedo como dócil instrumento da vontade coletiva, mas ao mesmo tempo de se utilizar da posição momentânea de privilégio para advertir fotógrafos e fotografados do significado de seus atos. Assim que a ponta do dedo alcançou a condição desejada de destaque em relação ao resto de sua pessoa e individualidade, enquadrando nesse meio tempo pequenas cenas de conjunto bem- sucedidas. (Alguns sucessos casuais tinham bastado para lhe dar desenvoltura e confiança com as objetivas e os fotômetros.)</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">- &#8230; Porque, uma vez que você começou – perorava -, não há nenhuma razão para parar. O passo entre a realidade que é fotografada na medida em que nos parece bonita e a realidade que nos parece bonita na medida em que foi fotografada é curtíssimo. Se você fotografa Pierluca enquanto ele está fazendo o castelo de areia, não há razão para não fotografá-lo enquanto está chorando porque o castelo desmoronou, e depois enquanto o ama, o consola fazendo-o encontrar no meio da areia uma casquinha de concha. É só você começar a dizer a respeito de alguma coisa: “Ah, que bonito, tinha era que tirar uma foto!”, e já está no terreno de quem pensa que tudo que não é fotografado é perdido, que é como se não tivesse existido, e que então para viver de verdade é preciso fotografar o mais que se possa, e para fotografar o mais que se possa é preciso: ou viver de um modo o mais fotografável possível, ou então considerar fotografáveis todos os momentos da própria vida. O primeiro caminho leva à estupidez, o segundo à loucura.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">- Você vai ficar louco e estúpido – diziam-lhe os amigos -, e ainda por cima chato.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">- Para quem quer aproveitar tudo o que passa na sua frente – explicava Antonino mesmo se ninguém o estivesse mais ouvindo -, o único modo de agir com coerência é tirar pelo menos uma foto por minuto desde quando abre os olhos de manhã até quando vai dormir. Só assim os rolos de filme constituirão um diário fiel de nossas jornadas, sem que nada fique excluído. Se eu fosse me meter a fotografar, iria até o fim nesse caminho, à custa de perder a razão com isso. Já vocês ainda pretendem estar fazendo uma escolha. Mas qual? Uma escolha no sentido idílico, apologético, de consolação, de paz com a natureza, a nação, os parentes. Não é apenas uma escolha fotográfica, a de vocês; é uma escolha de vida, que os leva a excluir os contrastes dramáticos, os cernes das contradições, as grandes tensões da vontade, da paixão, da aversão. Acham assim que estão se salvando da loucura, mas caem na mediocridade, no estupor.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">Uma certa Bice, ex-cunhada de alguém, e uma certa Lydia, ex-secretária de outro, pediram-lhe se, por favor, batia um instantâneo delas enquanto jogavam bola entre as ondas. Acedeu, mas, como nesse meio tempo havia elaborado uma teoria contra os instantâneos, apressou-se em comunicá-la às duas amigas:</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">- O que é que leva vocês, moças, a retirar da movimentada continuidade de sua jornada essas fatias temporais da espessura de um segundo? Jogando a bola uma para a outra estão vivendo no presente, mas mal a divisão dos fotogramas se insinua entre os gestos de vocês já não é o prazer do jogo que as impulsiona e sim o de se reverem no futuro, de se encontrarem novamente daqui a vinte anos num cartãozinho amarelo (sentimentalmente amarelado, mesmo se os processos modernos de fixação o preservarem inalterado). O gosto pela foto espontânea natural colhida ao vivo mata a espontaneidade, afasta o presente. A realidade fotografada assume logo um caráter saudoso, de alegria sumida na asa do tempo, um caráter comemorativo, mesmo se é uma foto de anteontem. E a vida que você vive para fotografar já é desde o princípio comemoração de si mesma. Achar que o instantâneo é mais verdadeiro que o retrato posado é um preconceito&#8230;</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">Assim dizendo, Antonino saltitava no mar em volta das duas amigas para pôr em foco os movimentos do jogo e excluir do enquadramento os reflexos ofuscantes do sol na água. Numa disputa pela bola Bice, que se lançava sobre a outra já submersa, foi apanhada com o traseiro em primeiro plano voando por sobre as ondas. Antonino, para não perder esse ângulo, jogara-se na água de través mantendo a máquina erguida e por pouco não se afogara.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">- Saíram todas muito boas, e essa então está sensacional – elas comentaram alguns dias depois, arrancando as provas uma das mãos da outra. Haviam marcado encontro com ele na loja do fotógrafo. &#8211; Você é ótimo, tem que fazer outras para nós.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">Antonino havia chegado à conclusão de que era preciso voltar às personagens em pose, com atitudes representativas de sua situação social e de seu caráter, como no século XIX. Sua polêmica antifotográfica só podia ser levada adiante do interior da caixa preta, contrapondo fotografia a fotografia.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">- Eu gostaria de ter um daquelas máquinas de sanfona – disse ele às amigas –, montada num tripé. Vocês acham que ainda se encontra alguma?</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">- Bom, quem sabe se em algum ferro-velho&#8230;</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">- Vamos procurar.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">As amigas acharam divertida a caça ao objeto curioso: juntos vasculharam mercados de bugigangas, interpelaram velhos fotógrafos ambulantes, seguiram-nos até seus quartinhos escuros. Naqueles cemitérios de material fora de uso jaziam colunatas, biombos, fundos pintados com paisagens esfumadas; tudo o que evocava um velho estúdio de fotógrafo Antonino comprava. No fim conseguiu por a mão numa máquina- caixão, com disparador de pêra, parecia funcionar perfeitamente. Antonino a comprou com um sortimento de chapas. Ajudado pelas amigas, instalou, num cômodo de sua casa, o estúdio, todo de objetos antiquados, fora dois refletores modernos. Agora estava satisfeito.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">- Tem que partir novamente desse ponto – explicou às amigas. &#8211; No modo como nossos avôs posavam, na convenção segundo a qual se dispunham os grupos, havia um significado social, um costume, um gosto uma cultura. Uma fotografia oficial ou matrimonial ou familiar ou escolar dava o sentido do quanto cada papel ou instituição tinha em si de sério e importante, mas também de falso e forçado, de autoritário, hierárquico. Este é o ponto: tornar explícitas as relações com o mundo que cada um de nós traz consigo, e que hoje se tende a esconder, a tornar inconscientes, achando que desse modo vão desaparecer, enquanto, ao contrário&#8230;</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">- Mas quem é que você vai mandar posar?</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">- Venham amanhã e eu vou começar a fazer fotos de vocês como estou dizendo.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">- Mas me diga: aonde é que você quer chegar? &#8211; falou Lydia tomada de uma desconfiança súbita. Só agora, no estúdio instalado, via que naquilo tudo havia um ar sinistro, ameaçador. &#8211; Nem por sonhos vamos servir de modelo para você! Bice soltou risadinhas com ela, mas no dia seguinte voltou à casa de Antonino, sozinha. Estava vestida de linho branco, com bordados coloridos nas beiradas das mangas e dos bolsos. Trazia os cabelos divididos por uma risca e puxados sobre as têmporas. Ria um pouco de soslaio, inclinando a cabeça para o lado. Antonino, fazendo-a entrar, estudava, naqueles seus modos um pouco afetados, um pouco irônicos, quais eram os traços que definiam seu verdadeiro caráter.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">Mandou-a sentar numa poltrona grande e meteu a cabeça debaixo do pano preto que guarnecia o aparelho. Era uma daquelas caixas com a parede posterior de vidro, onde a imagem se espelha já quase como uma chapa, espectral, um pouco leitosa, separada de qualquer contingência no espaço e no tempo. Antonino teve a impressão de estar vendo Bice pela primeira vez. Tinha uma docilidade, em seu modo um pouco pesado de baixar as pálpebras, no jeito de estender o pescoço para a frente, que prometia alguma coisa de oculto, assim como seu sorriso parecia se ocultar por trás do próprio ato de sorrir.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">- Pronto, assim, não, a cabeça mais pra lá, levanta os olhos, não abaixa. – Antonino estava perseguindo dentro daquela caixa alguma coisa de Bice que subitamente lhe parecia preciosíssima, absoluta. – Agora está fazendo sombra, vem mais para a luz, não, estava melhor antes.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">Havia muitas fotografias possíveis de Bice e muitas Bices impossíveis de fotografar, mas aquilo que ele buscava era a fotografia única, que contivesse tanto umas quanto as outras.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">- Não estou pegando você. – Sua voz saía sufocada e lamentosa de sob a capa preta. – Não estou mais pegando você, não consigo pegar.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">Liberou-se do pano e se levantou. Estava errando tudo desde o princípio. Aquela expressão, aquele acento, aquele segredo que lhe parecia estar ali a ponto de colher no rosto dela era algo que o estava arrastando para as areias movediças dos estados de ânimo, dos humores, da psicologia: ele também era um daqueles que vão atrás da vida que foge, um caçador do inalcançável como os disparadores de instantâneos.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">Tinha que seguir o caminho oposto: visar um retrato todo em superfície, patente, unívoco, que não se furtasse à aparência convencional, estereotipada, à mascara. A mascara, sendo antes de mais nada um produto social, histórico, contém mais verdade do que qualquer imagem que se pretenda “verdadeira”; traz consigo uma quantidade de significados que se revelarão pouco a pouco. Não era exatamente com essa intenção que Antonino tinha construído o circo daquele estúdio?</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">Observou Bice. Tinha que partir dos elementos exteriores de seu aspecto. No modo de se vestir e de se arrumar de Bice, pensou, era reconhecível a intenção um pouco nostálgica, um pouco irônica, difundida no gosto daquele momento, de evocar a moda de trinta anos antes. A fotografia deveria acentuar essa intenção; como é que não tinha pensado nisso?</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">Antonino foi procurar uma raquete de tênis; Bice tinha que ficar em pé, de três quartos, com a raquete embaixo do braço, compondo o rosto com uma expressão de cartão sentimental. Para Antonino, de sob o manto preto, a imagem de Bice – no que tinha de ágil e adequado àquela pose e no que tinha de inadaptado e quase incongruente e que a pose acentuava – pareceu muito interessante. Fez com que mudasse varias vezes de posição, estudando a geometria das pernas e dos braços em relação a raquete e a um elemento do fundo. (No cartão-postal ideal que ele tinha em mente devia haver a rede da quadra de tênis, mas não se podia pretender demais e, Antonino se contentou com uma mesa de pingue-pongue.)</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">Mas ainda se sentia em terreno seguro: será que não estava procurando fotografar lembranças ou, até, vagos ecos de lembrança que afloravam futura, à maneira dos fotógrafos de domingo, não o estava levando a tentar uma operação igualmente irreal, ou seja, a dar um corpo à lembrança pra que esta substituísse o presente diante de seus olhos?</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">- Mexa-se, por que fica aí parada? Levante essa raquete, que diabo! Faça como se estivesse jogando tênis! – Enfureceu-se de repente. Havia compreendido que só exasperando as poses se podia atingir uma estranheza objetiva; só fingindo um movimento capturado pela metade se podia dar a impressão do parado, do não-vivo.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">Bice se prestava docilmente a executar suas ordens mesmo quando se tornavam imprecisas e contraditórias, com uma passividade que era também um declarar-se fora do jogo, e, contudo, de certo modo insinuando, nesse jogo não seu, os movimentos imprevisíveis de uma sua misteriosa partida. Aquilo que Antonino agora esperava de Bice dizendo-lhe para por as pernas e os braços assim e assado, não era tanto a simples execução de um plano quanto a resposta dela à violência que ele estava lhe fazendo com seus pedidos, uma imprevisível resposta agressiva a essa violência que ele estava cada vez mais inclinado a exercer sobre ela.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">Era como nos sonhos, pensou Antonino, contemplando mergulhado na escuridão aquela improvável tenista filtrada no retângulo de vidro: como nos sonhos quando uma presença vinda da profundidade da memória se adianta, dá-se a reconhecer, e logo depois se transforma em algo inesperado, em alguma coisa que mesmo antes da transformação já assusta porque não se sabe em que poderá se transformar.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">Estava querendo tirar fotos de sonhos? Esta suspeita o fez calar, escondido naquele refugio de avestruz, a pêra do disparador na mão, como um idiota; e enquanto isso Bice, deixada por sua própria conta, continuava numa espécie de dança grotesca, imobilizado-se em exagerados gestos tenísticos, esquerda, drive, levantando algo a raquete ou abaixando-a até o chão como se o olhar que saía daquele olho de vidro fosse a bola que ela continua a rechaçar.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">- Chega, que palhaçada é essa? Não é assim que eu estava pensando. &#8211; E Antonino cobriu a maquina com um pano, começou a passear pelo cômodo. Era daquela roupa a culpa de tudo, com suas evocações tenísticas e pré bélicas&#8230; Era preciso admitir que em roupa de passeio uma foto como ele descrevia não podia ser feita. Tinha que haver uma certa solenidade, uma certa pompa, como as fotos oficiais das rainhas. Só com um vestido de noite Bice se tornaria um tema fotográfico, com um decote que assinala uma fronteira nítida entre o branco da pele e o escuro do tecido sublinhado pelo reluzir das jóias, uma fronteira entre uma essência de mulher atemporal e quase impessoal em sua nudez e a outra abstração, esta social, do vestido, símbolo de um papel igualmente impessoal, como o drapeado de uma estatua alegórica.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">Aproximou-se de Bice, começou a desabotoá-la no pescoço, no peito, a fazer o vestido escorregar por sobre o ombro. Vieram-lhe à lembrança certas fotografias de mulher do século XIX, em que do branco do cartão emerge o rosto, o pescoço, a linha dos ombros descobertos e todo o resto se esvai no branco.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">Aquele era o retrato fora do tempo e do espaço que ele agora ele estava querendo: não sabia muito bem como fazer, mas estava decidido a conseguí-lo. Colocou o refletor por cima de Bice, aproximou a máquina, manobrou por baixo do pano para regular a abertura da objetiva. Olhou. Bice estava nua.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">Fizera o vestido deslizar até os pés; por baixo não trazia nada; dera um passo para frente; não, um passo para trás que era como um avançar inteirinha dentro do quadro; estava reta, parada diante da máquina, tranqüila, olhando para a frente, como se estivesse sozinha.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">Antonino sentiu a visão dela lhe entrar pelos olhos e ocupar todo o campo visual, tirá-lo fora do fluxo das imagens casuais e fragmentárias, concentrar tempo e especo numa forma finita. E, como se essa surpresa de visão e impressionar a chapa fossem dois reflexos ligados entre si, apertou imediatamente o disparador, recarregou a máquina, disparou, pôs outra chapa, disparou, continuou a trocar a chapa e disparar, tartamudeando, sufocado pelo pano:</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">- Pronto, agora sim, agora está bom, pronto, de novo, agora estou pegando você, de novo.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">Não tinha mais chapas. Saiu de sob o pano. Estava contente. Bice estava diante dele, nua, como que esperando.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">- Agora você pode se vestir disse ele eufórico, mas já com pressa -, vamos sair. Ela olhou para ele desnorteada.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">- Agora peguei você – disse ele.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">Bice desandou a chorar.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">Antonino descobriu no mesmo dia que estava apaixonado por ela. Começaram a viver juntos, e ele comprou aparelhos mais modernos, teleobjetivas, acessórios aperfeiçoados, instalou um laboratório. Tinha até dispositivos para poder fotografá-la a noite enquanto dormia. Bice despertava debaixo do flash, contrariada; Antonino continuava a tirar instantâneos dela que se desenredava do sono, dela que se irritava com ele, dela que tentava inutilmente voltar a dormir afundando o rosto no travesseiro, dela que se reconciliava, dela que reconhecia como atos de amor essas violências fotográficas.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">No laboratório de Antonino, coberto de películas e provas, Bice surgia de todos os fotogramas, como na reticula de uma colméia surgem milhares de abelhas que são sempre a mesma abelha; Bice em todas as atitudes, ângulos, maneiras. Bice posando ou colhida à revelia, uma identidade esmigalhada numa poeira de imagens.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">- Mas que obsessão é essa por Bice? Não pode fotografar outra coisa? – era a pergunta que continuamente ouvia dos amigos, e dela também.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">- Não se trata simplesmente de Bice – respondia. – É uma questão de método. Qualquer pessoa que você resolva fotografar, ou qualquer coisa, você tem que continuar a fotografá-la sempre, só ela, a todas as horas do dia e da noite. A fotografia só tem sentido se esgotar todas as imagens possíveis.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">Mas não dizia o que realmente importava para ele: colher Bice no caminho quando ela não sabia que estava sendo vista por ele, tê-la sob o disparo de objetivas escondidas, fotografá-la não só sem ser visto, mas sem vê-la, surpreendê-la como era na ausência de seu olhar, de qualquer olhar. Não que quisesse descobrir qualquer coisa em particular; não era um ciumento no sentido corrente da palavra. Era uma Bice invisível que queria possuir, uma Bice absolutamente sozinha, uma Bice cuja presença pressupunha a ausência dele e de todos os outros.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">Pudesse ou não ser definida como ciúme, era em suma uma paixão difícil de suportar. Bice logo o largou. Antonino caiu numa crise depressiva. Começou a fazer um diário: fotográfico, claro. Com a máquina pendurada no pescoço, afundado numa poltrona, disparava compulsivamente com o olhar no vazio. Fotografava a ausência de Bice.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">Recolhia as fotos num álbum: viam-se cinzeiros cheios de tocos de cigarros, uma cama desfeita, uma mancha de umidade na parede. Veio-lhe a idéia de compor-lhe um catalogo de tudo o que no mundo existe de refratário à fotografia, de deixando sistematicamente fora do campo visual não só das máquinas mas dos homens. Em cima de cada objeto passava dias inteiros, gastando rolos completos, a intervalos de horas, de maneira a acompanhar as mudanças de luz e sombra. Um dia se fixou num canto do quarto totalmente vazio, com um tubo de calefação e mais nada: teve a tentação de continuar a fotografar aquele ponto e só aquele até o fim de seus dias.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">O apartamento estava largado ao abandono, papéis e jornais velhos jaziam amarfanhados pelo chão, e ele os fotografava. As fotos nos jornais também eram fotografadas, e uma ligação indireta se estabelecia entre sua objetiva e a de longínquos repórteres fotográficos. Para produzir aquelas manchas negras, a lente de outras objetivas havia localizado batidas policiais, carros carbonizados, atletas em corrida, ministros, acusados.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">Antonino agora sentia um prazer particular em retratar os objetos domésticos enquadrados por um mosaico de telefotos, violentas manchas de tinta nas folhas brancas. Do interior de sua imobilidade se pilhou a invejar a vida do repórter fotográfico que se mexe seguindo os movimentos das multidões, o sangue derramado, as lágrimas, as festas, o delito, as convenções da moda, a falsidade das cerimônias oficiais; o repórter fotográfico que documenta os extremos da sociedade, os mais ricos e os mais pobres, os momentos excepcionais que, no entanto, ocorrem a qualquer momento em qualquer lugar.</span></p>
<p align="JUSTIFY">“<span style="font-family:Ubuntu;">Quer dizer que só o estado de exceção tem algum sentido?” perguntava Antonino a si mesmo. “Será o repórter fotográfico o verdadeiro antagonista do fotógrafo dominical? Seus respectivos mundos se excluem? Ou então um dá sentido ao outro?” E assim pensando se pôs a reduzir a pedaços as fotos com Bice acumuladas nos meses de sua paixão, a arrancar as tiras de provas presas nas paredes, a despedaçar o celulóide de negativos, a furar os dispositivos, e amontoava os resíduos dessa metódica destruição sobre jornais estendidos no chão.</span></p>
<p align="JUSTIFY">“<span style="font-family:Ubuntu;">Talvez a verdadeira fotografia total”, pensou, “seja um monte de fragmentos de imagens privadas, sobre o fundo amarrotados dos massacres e das coroações”. Dobrou as pontas dos jornais num enorme embrulho para jogá-lo no lixo, mas primeiro quis fotografá-lo. Dispôs as pontas de modo que se vissem bem duas metades de fotos de jornais diferentes que por acaso no embrulho estavam se encaixando. Até abriu mais um pouco o pacote para destacar um pedaço de papel brilhante de uma ampliação rasgada. Acendeu um refletor; queria que em sua foto pudessem reconhecer as imagens meio emboladas e despedaçada e ao mesmo tempo se sentisse sua irrealidade se sombras casuais de tintas, e ao mesmo tempo ainda sua concretude de objetos carregados de significado, a força com que se agarravam à atenção que tentava expulsá- las.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family:Ubuntu;">Para conseguir colocar tudo isso numa fotografia era preciso conquistar uma habilidade técnica extraordinária, mas só então Antonino poderia parar de fotografar. Esgotadas todas as possibilidades, no momento em que o círculo se fechava sobre si mesmo. Antonino entendeu que fotografar fotografias era o único caminho que lhe restava, aliás, o único caminho que ele havia obscuramente procurado até então.</span></p>
<address> </address>
<address><span style="font-family:Ubuntu;">Texto retirado do livro:</span></address>
<address><span style="font-family:Ubuntu;">CALVINO, Ítalo. A Aventura de um Fotógrafo. In: Os Amores Difíceis. São Paulo:</span></address>
<address><span style="font-family:Ubuntu;">Companhia das Letras, 1992. p. 51-64.</span></address>
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		<title>Sócrates</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Dec 2011 15:28:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobretudo sobre tudo!]]></category>

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		<description><![CDATA[Sócrates Brasileiro Ná Ozzetti Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira Deu um pique filosófico ao nosso futebol O sol caiu sobre a grama e se partiu Em cacos de cristais As cores vestiram os nomes E fez-se a luta entre os homens Até os apitos finais (Disseram os deuses imortais) A história não [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3327&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<div id="cabecalho">
<div>
<h1 id="identificador_musica"></h1>
<h1>Sócrates Brasileiro</h1>
</div>
<h2>Ná Ozzetti</h2>
</div>
<div id="main_cnt">
<div id="div_letra">
<p>Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira<br />
Deu um pique filosófico ao nosso futebol<br />
O sol caiu sobre a grama e se partiu<br />
Em cacos de cristais<br />
As cores vestiram os nomes<br />
E fez-se a luta entre os homens<br />
Até os apitos finais<br />
(Disseram os deuses imortais)</p>
<p>A história não esquece que a bola<br />
Se negou mas chorou nosso gol<br />
E vai se lembrar para sempre<br />
Da beleza que nada derrotou<br />
Mas quem será que diz que venceu<br />
No país em que o ouro se ganhou e perdeu<br />
(Derreteu)</p>
<p>O futebol é a quadratura do circo<br />
É o biscoito fino que fabrico<br />
É o pão e o rito o gozo o grito o gol<br />
Salve aquele que desempenhou<br />
E entre a anemia a esperança<br />
A loteria e o leite das crianças<br />
Se jogou</p>
<p>Com destino e elegância dançarino pensador<br />
Sócio da filosofia da cerveja e do suor<br />
Ao tocar de calcanhar o nosso fraco a nossa dor<br />
Viu um lance no vazio herói civilizador<br />
(O Doutor)</p>
</div>
</div>
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		<title>Drunk Octopus</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Dec 2011 05:40:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobretudo sobre tudo!]]></category>

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		<title>Visor</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Dec 2011 21:54:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Celi</dc:creator>
				<category><![CDATA[contos]]></category>

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		<description><![CDATA[(um conto de Raymond Carver; versão original, publicada em Iniciantes) &#160; Um homem sem mãos apareceu na minha porta para me vender uma fotografia da minha casa. A não ser pelos ganchos cromados, era um homem de aspecto comum, de mais ou menos cinquenta anos. “Como você perdeu as mãos?”, perguntei, depois que ele disse [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3320&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong></strong>(um conto de Raymond Carver; versão original, publicada em <em>Iniciantes</em>)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um homem sem mãos apareceu na minha porta para me vender uma fotografia da minha casa. A não ser pelos ganchos cromados, era um homem de aspecto comum, de mais ou menos cinquenta anos.</p>
<p>“Como você perdeu as mãos?”, perguntei, depois que ele disse o que queria dizer.</p>
<p>“Isso é uma outra história”, respondeu. “Quer esta foto da sua casa ou não?”</p>
<p>“Entre um pouco”, falei. “Acabei de fazer um café.”</p>
<p>Tinha acabado de fazer também uma gelatina, mas não lhe contei isso.</p>
<p>“Acho que vou usar o seu banheiro”, disse o homem sem mãos.</p>
<p>Eu queria ver como ele fazia para segurar uma xícara de café usando aqueles ganchos. Eu sabia como ele usava a câmera. Era uma velha câmera Polaroid, grande e preta. Ficava presa a tiras de couro que passavam por cima dos ombros e em volta das costas, mantendo a câmera segura ao seu peito. Ele ficava na calçada na frente de uma casa, enquadrava a casa no visor da câmera, apertava a alavanca com um dos ganchos e, mais ou menos num minuto, tinha pronta uma fotografia. Eu ficava olhando pela janela.</p>
<p>“Onde você disse que fica o banheiro?”</p>
<p>“Ali adiante, vire à direita.”</p>
<p>Naquela altura, curvando-se e retorcendo-se, ele tinha se livrado das tiras de couro. Colocou a câmera no sofá e ajeitou o paletó.</p>
<p>“Pode dar uma olhada nisto aqui, enquanto eu vou ao banheiro.”</p>
<p>Peguei a fotografia da mão dele. Havia um pequeno retângulo de gramado, a entrada para o carro, o abrigo do carro, a escadinha da entrada da casa, o janelão, a porta da cozinha. Por que eu ia querer uma foto daquela tragédia? Olhei com mais atenção e vi a silhueta da minha cabeça, <em>minha cabeça</em>, por trás da janela da porta da cozinha, a alguns passos da pia. Fiquei olhando para a fotografia durante um tempo e então ouvi o barulho da descarga da privada. Ele veio pelo corredor, de braguilha fechada e sorrindo, um gancho segurava o cinto, o outro enfiava a camisa para dentro da calça.</p>
<p>“O que o senhor acha?”, perguntou. “Está legal? Pessoalmente acho que saiu bem, mas afinal eu conheço o meu trabalho e, vamos ser francos, não é difícil fotografar uma casa. A menos que o tempo esteja horrível, mas quando o tempo está horrível eu não trabalho, só em interiores. Trabalho especial, sabe como é.” Puxou o gancho da calça.</p>
<p>“Aqui está o seu café”, falei.</p>
<p>“Está sozinho, não é?” Olhou para a sala de estar. Balançou a cabeça. “É duro, é duro.” Sentou-se junto à câmera, inclinou-se para trás com um suspiro e fechou os olhos.</p>
<p>“Tome o seu café”, falei. Sentei numa cadeira de frente para ele. Uma semana antes, três garotos com bonés de beisebol tinham vindo à minha casa. Um deles disse:</p>
<p>“A gente pode pintar o endereço do senhor no meio-fio? Todo mundo na rua está fazendo isso. É só um dólar.” Dois garotos esperavam na calçada, um deles com uma lata de tinta branca aos seus pés, o outro segurava um pincel. Os três garotos estavam de mangas arregaçadas.</p>
<p>“Três garotos passaram por aqui querendo pintar o meu endereço no meio-fio. Também cobraram um dólar. Você não sabe nada sobre isso, não é?” Foi um tiro no escuro. Mesmo assim, fiquei olhando bem para ele.</p>
<p>O homem inclinou-se para a frente com um ar importante, a xícara balançava entre os seus ganchos. Colocou a xícara na mesinha com todo o cuidado. Olhou bem para mim. “Isso é uma loucura, sabe? Eu trabalho sozinho. Sempre foi assim, e sempre vai ser. O que está querendo dizer?</p>
<p>“Estava tentando fazer uma ligação”, falei. Eu estava com dor de cabeça. Café não é bom para isso, mas gelatina às vezes ajuda. Peguei a foto. “Eu estava na cozinha”, falei.</p>
<p>“Eu sei. Vi você da rua.”</p>
<p>“Quantas vezes acontece isso? Pegar alguém na foto junto com a casa? Em geral, fico nos fundos.”</p>
<p>“Acontece toda hora”, respondeu. “É venda garantida. Às vezes as pessoas me veem fotografando a casa, saem e me pedem para que apareçam na foto. Às vezes a dona da casa quer que eu tire a foto do maridão lavando o carro. Ou então o filhão está trabalhando com o cortador de grama e ela diz, <em>fotografa ele</em>, <em>fotografa ele</em>, e eu vou e fotografo. Ou então a familiazinha está reunida no pátio para um lanchinho bacana e eles perguntam se eu não posso fotografar.” Sua perna direita começou a tremer. “Então, quer dizer que eles se mandaram e deixaram você para trás, não foi? Fizeram as malas e foram embora. Isso magoa a gente. De crianças, eu não sei nada. Não quero mais saber. Não gosto de crianças. Não gosto nem dos meus filhos. Trabalho sozinho, como já disse. E a foto?”</p>
<p>“Fico com ela”, respondi. Levantei para pegar as xícaras. “Você não mora por aqui. Onde mora?”</p>
<p>“No momento, tenho um quarto no centro. É legal. Pego o ônibus, sabe, e depois que já trabalhei num bairro inteiro, vou para outro lugar. Há maneiras melhores de viver, mas eu vou levando.”</p>
<p>“E seus filhos?” Esperei com as xícaras na mão e fiquei olhando, enquanto ele lutava para se levantar do sofá.</p>
<p>“Que se danem! E a mãe deles também! Foram eles que fizeram isto comigo.” Levantou os ganchos na frente da minha cara. Virou-se e começou a pôr nos ombros as tiras de couro. “Eu até que gostaria de perdoar e esquecer, sabe, mas não consigo. Ainda dói. Esse é o problema. Não consigo perdoar nem esquecer.”</p>
<p>Olhei de novo para os ganchos enquanto manejavam as tiras de couro. Era fantástico ver o que ele era capaz de fazer com aqueles ganchos.</p>
<p>“Obrigado pelo café e por me deixar usar o banheiro. Vejo que você está comendo o pão que o diabo amassou. Tenho pena de você.” Levantou e abaixou os ganchos. “O que posso fazer?”</p>
<p>“Tire mais fotos”, falei. “Quero que tire fotos de mim e da casa.”</p>
<p>“Não vai dar certo”, respondeu. “Ela não vai voltar.”</p>
<p>“Não quero que volte”, falei.</p>
<p>Ele bufou. Olhou para mim.</p>
<p>“Posso fazer um desconto”, disse ele. “Três por um dólar? Se eu fizer mais barato que isso, não ganho nada.”</p>
<p>Fomos para o lado de fora. Ele ajustou o obturador. Disse para eu ficar parado e tiramos a foto. Demos a volta na casa. Muito sistemáticos, nós dois. Às vezes, eu olhava meio de lado. Outras vezes, eu olhava de frente para a câmera. Ir para o lado de fora ajudou bastante.</p>
<p>“Está bom”, dizia ele. “Esta ficou boa. Esta aqui ficou muito boa mesmo. Deixe eu ver”, disse, depois que tínhamos dado a volta inteira na casa e estávamos de volta à entrada do carro. “São vinte. Quer mais?”</p>
<p>“Mais duas ou três”, falei. “Uma do telhado. Vou subir e você pode me fotografar aqui de baixo.”</p>
<p>“Nossa”, disse ele. Olhou para os dois lados da rua. “Bem, claro, vamos lá… mas tome cuidado.”</p>
<p>“Você estava certo”, falei. “Eles simplesmente pegaram as coisas e se mandaram. A galera toda de uma vez. Você acertou em cheio.”</p>
<p>O homem sem mãos falou:</p>
<p>“Você nem precisava dizer nada. Percebi logo, na hora em que você abriu a porta.” Balançou os ganchos para mim. “Você está com a sensação de que, do dia para a noite, ela levou embora até o chão onde você pisa! E de quebra levou até as suas pernas. Olhe só para isto! É isto o que eles deixam para a gente. Quero que se danem”, falou. “Vai subir mesmo no telhado ou não vai? Tenho mais o que fazer”, disse o sujeito.</p>
<p>Eu trouxe uma cadeira para o lado de fora e coloquei debaixo da beirada do abrigo do carro. Ainda não dava para alcançar. Ele ficou na entrada do carro olhando para mim. Achei um caixote e coloquei em cima da cadeira. Subi na cadeira e depois no caixote. Subi no abrigo do carro, andei até o telhado e fui em frente de gatinhas, sobre as telhas, até um local pequeno e liso perto da chaminé. Fiquei de pé e olhei em volta. Havia uma brisa. Acenei com a mão e ele acenou em resposta com os dois ganchos. Então vi as pedras. Tinha um pequeno ninho de pedras ali em cima da tela, sobre o buraco da chaminé. Os garotos deviam ter jogado as pedras ali em cima, tentando acertar no buraco da chaminé.”</p>
<p>Peguei uma das pedras.</p>
<p>“Pronto?”, perguntei.</p>
<p>“Sim”, respondeu.</p>
<p>Virei e estiquei o braço para trás.</p>
<p>“Agora!”, gritei. Joguei aquela pedra o mais longe que consegui, para o sul.</p>
<p>“Não sei”, ouvi a voz dele. “Você se mexeu”, falou. “Vamos ver num minuto”, e num minuto ele disse. “Puxa, ficou legal.” Olhou para a foto. Levantou-a. “Quer saber?”, disse ele. “Ficou muito legal.”</p>
<p>“Mais uma, de novo”, gritei. Peguei outra pedra. Sorri. Senti que eu podia me elevar. Voar.</p>
<p>“Agora!”, gritei.</p>
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		<pubDate>Mon, 28 Nov 2011 01:53:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hic!]]></category>

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		<description><![CDATA[Um barco de escrever veleja em páginas calmas do mar. O pescador lança sua pena rede, buscando apanhar grandes quantidades de peixes letra. Voltará para casa, com o cesto cheio, para preparar o alimento, a palavra, iguaria que toma a boca, sacia os ouvidos e estufa os pensamentos. C.H.R. Filed under: Hic!<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3279&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um barco de escrever veleja em páginas calmas do mar. O pescador lança sua pena rede, buscando apanhar grandes quantidades de peixes letra. Voltará para casa, com o cesto cheio, para preparar o alimento, a palavra, iguaria que toma a boca, sacia os ouvidos e estufa os pensamentos.</p>
<p>C.H.R.</p>
<br />Filed under: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/sobretudo-sobre-tudo/hic/'>Hic!</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3279/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3279/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3279/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3279/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3279/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3279/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3279/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3279/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3279/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3279/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3279/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3279/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3279/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3279/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3279&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Historinhas da madrugada.</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Nov 2011 11:11:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudio</dc:creator>
				<category><![CDATA[contos]]></category>

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		<description><![CDATA[São duas da manhã, momento de voltar para a goma. Seu Sebá anuncia com a canseira carregada nas costas, o fechamento do boteco. “Teu pai dava as caras mais cedo, moleque”, ele diz. Eu, mais fora do que dentro, pedindo meu cartão de débito ao Jeremias que tenta a todo custo fechar o caixa. Todos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3275&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>São duas da manhã, momento de voltar para a goma. Seu Sebá anuncia com a canseira carregada nas costas, o fechamento do boteco. “Teu pai dava as caras mais cedo, moleque”, ele diz. Eu, mais fora do que dentro, pedindo meu cartão de débito ao Jeremias que tenta a todo custo fechar o caixa. Todos já se foram. Eu fiquei. O som da porta de aço baixando é uma baita distração. Saudade, nostalgia, novidade e repetição. O boteco do Sebá, conterrâneo do meu coroa. Sempre gostei. Sobrou-me um cigarrinho que filei do Jorge. O rabugento dono do bar interrompe a tragada derradeira avisando que me arranjou carona. “Toma esse embrulho, sanduíche de pernil. No balcão tem uma dose daquela cachaça que teu pai tanto gostava. O Altamiro me manda cinco garrafas todo mês. Ah, saudade de Itamuri”. Mestre Jonas chega. “Cadê o filho do mineirinho?” Grita. Empurra-me táxi adentro.</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Aguenta mermão!</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Nov 2011 10:56:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Triste sina de Zé Boneca Triste sina de Zé Boneca. Por causa da Bela, pediu pro Bilú trabalhar na boca Levado da breca, sem breque na língua abriu bico pro mano que era primo de Fulano, tio de Ciclano irmão de Herculano o gambé das redondezas. Verdadeira íngua na Vila das Belezas. Aumentaram o arrêgo. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3273&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>Triste sina de Zé Boneca</div>
<div>
<div></div>
<div>Triste sina</div>
<div>de Zé Boneca.</div>
<div>Por causa da Bela,</div>
<div>pediu pro Bilú</div>
<div>trabalhar na boca</div>
<div></div>
<div>Levado da breca,</div>
<div>sem breque na língua</div>
<div>abriu bico pro mano</div>
<div>que era primo de Fulano,</div>
<div>tio de Ciclano</div>
<div>irmão de Herculano</div>
<div>o gambé das redondezas.</div>
<div>Verdadeira íngua</div>
<div>na Vila das Belezas.</div>
<div></div>
<div>Aumentaram o arrêgo.</div>
<div>A corda roeu.</div>
<div>e o ponto rodou.</div>
<div></div>
<div>Na rua,</div>
<div>não teve branco nem nêgo</div>
<div>que segurasse a bronca</div>
<div>do garoto vacilão.</div>
<div></div>
<div>Sofreu a beça</div>
<div>antes que a bala</div>
<div>beijasse sua testa</div>
<div>no escuro daquele beco.</div>
</div>
<div></div>
<div>JOTAPÊ</div>
<br />Filed under: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/poesia/'>Poesia</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3273/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3273/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3273/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3273/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3273/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3273/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3273/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3273/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3273/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3273/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3273/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3273/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3273/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3273/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3273&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Cláudio</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Low expectations</title>
		<link>http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/10/30/low-expectations/</link>
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		<pubDate>Sun, 30 Oct 2011 15:36:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Celi</dc:creator>
				<category><![CDATA[conversando sobre cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Mostrando Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho visto poucos filmes. Os dois de ontem: Low Life &#8211; Palavras demais, na pior tradição do cinema francês. Me deu uma sensação esquisita: lembrei da Marguerite Duras, que eu admirava, e pensei, putz, será que era isso o tempo todo, mas que droga&#8230; Fica muito aquém do que se pretende. Único mérito é a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3259&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho visto poucos filmes. Os dois de ontem:</p>
<p><em>Low Life</em> &#8211; Palavras demais, na pior tradição do cinema francês. Me deu uma sensação esquisita: lembrei da Marguerite Duras, que eu admirava, e pensei, putz, será que era <em>isso</em> o tempo todo, mas que droga&#8230; Fica muito aquém do que se pretende. Único mérito é a boa intenção em retratar a França contemporânea e o significado das políticas xenófobas segundo uma perspectiva humanista. O retrato da juventude pode até ser fiel, mas não ajuda muito. Ah, que saudades do <em>Amantes Constantes</em>&#8230;</p>
<p><em>O ruído do gelo</em> &#8211; fusão de gêneros &#8211; humor negro e comédia romântica &#8211; é divertido e bem realizado, sem grandes ambições. Não precisa ser visto, mas pode ser curtido. De Bertrand Blier, veterano que, no mínimo, nos deixou <em>Corações Loucos</em> (1974).</p>
<p>de 31/10 a 4/11</p>
<p><em>Se não nós, quem?</em> &#8211; bem feito e bom de assistir</p>
<p><em>Fim da noite</em> &#8211; estética de quadrinhos num filme jovem de yakuza jovem. Eu gosto.</p>
<p><em>Adeus</em> &#8211; iraniano que mostra muito bem o momento atual do país.</p>
<p><em>The forgiveness of blood</em> &#8211; outro abril despedaçado, ali mesmo na Albânia, gostei da &#8220;invertida&#8221; sobre o tema (aqui, nesta Albânia contemporânea e ainda sujeita ao cânone e à vendeta, a tradição de algum modo se modifica por influência e ação da juventude).</p>
<p><em>Os órfãos</em> &#8211; bacaninha.</p>
<p><em>Attenberg</em> &#8211; obrigada ao Luís por ter feito tudo direitinho, e assim permitido que eu visse o filme de que mais gostei nesta mostra. Quase pus tudo a perder, por acreditar que se pudesse, de carro, percorrer 4 km em 1h numa sexta-feira no início da noite em São Paulo. Talvez tudo isso tenha combinado com a quietude sobrenatural daquela paisagem mediterrânea, incluindo seus personagens, que de tão próximos se tornaram imediatamente os mais queridos.</p>
<p>(também em: <a href="http://www.mostra07.blogspot.com/" target="_blank">mostras</a>)</p>
<br />Filed under: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/filmes/conversando-sobre-cinema/'>conversando sobre cinema</a>, <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/filmes/'>Filmes</a>, <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/filmes/mostrando-cinema/'>Mostrando Cinema</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3259/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3259/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3259/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3259/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3259/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3259/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3259/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3259/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3259/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3259/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3259/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3259/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3259/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3259/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3259&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Filmes da mostra (Luís)</title>
		<link>http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/10/22/filmes-da-mostra-luis/</link>
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		<pubDate>Sat, 22 Oct 2011 12:49:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Mostrando Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Lista dos filmes assistidos na mostra, com pequenos comentários (escritos quando possível) ou apenas recomendações. Pretendo atualizar este post à medida que for assistindo aos filmes. Uma carta para Elia, de Martin Scorsese e Kent Jones. Um bom filme. Recomendo. La Bas &#8211; educação criminal, de Guido Lombardi. Fraco. Isto não é um filme, de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3229&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lista dos filmes assistidos na mostra, com pequenos comentários (escritos quando possível) ou apenas recomendações.</p>
<p>Pretendo atualizar este post à medida que for assistindo aos filmes.</p>
<ul>
<li>Uma carta para Elia, de Martin Scorsese e Kent Jones. Um bom filme. Recomendo.</li>
<li>La Bas &#8211; educação criminal, de Guido Lombardi. Fraco.</li>
<li>Isto não é um filme, de Jafar Panahi e Mojtaba Mirtahmasb. Muito bom. Recomendo.</li>
<li>Artigas, de Cesar Charlone. Não é de todo ruim. O banheiro do papa é melhor.</li>
<li>Vulcão, de Runar Runarsson. Não é ruim, mas não é imperdível.</li>
<li>Khrustalyov, meu carro!, de Aleksei German. A terra russa em transe, um Amarcord perverso, muito mais louco que o mais louco Kusturica. Não entendi quase nada. Vá por sua conta e risco.</li>
<li>A decisão, de Jinkai Liu. Bem-intencionado, mas muito fraquinho.</li>
<li>Uma viagem, de Nejc Gazvoda. Bobinho.</li>
<li>O futuro, de Miranda July. Entrou no lugar do Herzog, que ainda não chegou no Brasil. Valeu a pena assistir. Recomendo.</li>
<li>Fora de satã, de Bruno Dumont. Não gostei.</li>
<li>Oslo, 31 de agosto, de Joachim Trier. Muito bom.</li>
<li>Malditos garotos, de Shaker K. Tahrer. Filme de histórias cruzadas. Apenas uma delas se salva. Dispensável.</li>
<li>Low life, de Nicolas Klotz e Elisabeth Perceval. Caudaloso, chato.</li>
<li>O ruído do gelo, de Bertrand Blier. Divertido.</li>
<li>Se não nós, quem?, de Andres Veiel. Retrato de uma geração. Filme em formato convencional, com tese discutível. Mesmo assim, vale a pena ver. (A sinopse da Mostra engana. O filme é sobre outra história).</li>
<li>Adeus, de Mohammad Rasoulof. Bom.</li>
<li>Um mundo misterioso, de Rodrigo Moreno. Bacana.</li>
<li>Os órfãos, de Marie Kreutzer. Bom.</li>
<li>Attenberg, de Athina Rachel Tsangari. Muito bom</li>
<li>Fausto, de Aleksandr Sokurov. Médio</li>
</ul>
<p>(também em: <a href="http://www.mostra07.blogspot.com/" target="_blank">mostras</a>)</p>
<br />Filed under: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/filmes/'>Filmes</a>, <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/filmes/mostrando-cinema/'>Mostrando Cinema</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3229/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3229&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Dilemas de um poeta sobre as palavras, o amor, o emprego e a cachaça</title>
		<link>http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/10/07/dilemas-de-um-poeta-sobre-as-palavras-o-amor-o-emprego-e-a-cachaca/</link>
		<comments>http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/10/07/dilemas-de-um-poeta-sobre-as-palavras-o-amor-o-emprego-e-a-cachaca/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 07 Oct 2011 15:05:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Preciso de amor, de emprego, de cachaça Achar a caça, labutar primeiro, amor de graça Onde estão as pessoas que amam? Anda poeta, onde está a palavra? Não importa mais, palavra por palavra Qualquer uma serve, quem se importa? Estão perdidas dentro delas mesmas Nas ruas, nos becos, jogadas as traças Atrás de um gole, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3224&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Preciso de amor, de emprego, de cachaça<br />
Achar a caça, labutar primeiro, amor de graça<br />
Onde estão as pessoas que amam?<br />
Anda poeta, onde está a palavra?<br />
Não importa mais, palavra por palavra<br />
Qualquer uma serve, quem se importa?<br />
Estão perdidas dentro delas mesmas<br />
Nas ruas, nos becos, jogadas as traças<br />
Atrás de um gole, de dor que vem e que passa.</p>
<p>Homero Pedro</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para o pequeno Homero</p>
<p>Lhe direi sobre as palavras:<br />
Amontoam-se nas esquinas,<br />
Escorregam pelas escadas,<br />
Espreitam nas praças,<br />
Escoam pelas sarjetas,<br />
Espiam pelas janelas,<br />
Vigiam relógios de ponto,<br />
Inventam raças.<br />
As palavras acotovelam-se nas ruas&#8230;<br />
E sobre o amor?<br />
Graceja entre o sublime e o lascivo.<br />
É uma noite de intemperança.<br />
A teimosia que nos arrasta.<br />
Cada um que se explique.<br />
Mas nada disso basta.<br />
Mesmo que haja dor,<br />
Amamos, apenas.<br />
Algo ou alguém.<br />
Ranger de dentes,<br />
No corpo se alastra.<br />
Finalmente o emprego,<br />
a cachaça e o poeta:<br />
O emprego matou o poeta,<br />
Afogado na cachaça&#8230;</p>
<p>Claudio Henrique</p>
<br />Filed under: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/poesia/'>Poesia</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3224/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3224&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Cláudio</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>SINALEIRO INSTANTE</title>
		<link>http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/09/11/sinaleiro-instante/</link>
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		<pubDate>Sun, 11 Sep 2011 23:37:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Quieto um Pouco - Histórias da Melancolia]]></category>

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		<description><![CDATA[Para Ferréz e Drummond &#160; SONHO. O menino &#8211; Na faixa de pedestres, entre tochas, malabares e pululantes laranjas, ele carrega sua caixa de balas. Sirene e outros ruídos ensurdecem uma tarde sépia. O homem &#8211; Observa a luz vermelha e deseja; terminar mais um dia empregado, em paz, esquecer, sumir, viajar, viver, alimentar esperanças, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3222&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para Ferréz e Drummond</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>SONHO. O menino &#8211; Na faixa de pedestres, entre tochas, malabares e pululantes laranjas, ele carrega sua caixa de balas. Sirene e outros ruídos ensurdecem uma tarde sépia. O homem &#8211; Observa a luz vermelha e deseja; terminar mais um dia empregado, em paz, esquecer, sumir, viajar, viver, alimentar esperanças, enquanto existirem as últimas horas de um domingo que ainda não chegou. PENSAMENTO. O menino, distraído &#8211; O padrasto, o bar, a garrafa, a(s) dose(s), o barraco, o bairro, a falta d’água, os nóia, o corre, a pressão, a aula vaga ou a escola lacrada, a mãe na batalha, só. O homem &#8211; A pasta de documentos, rádio ligado, a estação de notícias, as reuniões “blablablá”, a “guilhotinesca” ligação do chefe, a prestação atrasada da casa, cartas da Serasa, conserto do vazamento, as contas prá pagar, o trânsito louco ou normal de sexta-feira, tudo. REALIDADE. Eles &#8211; No cruzamento, sinal verde, aceleração, o olhar sem reação, cada um, o seu caminho, a sua cruz, cada um, então.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Altamiro Cirino</p>
<br />Filed under: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/musicas/quieto-um-pouco-historias-da-melancolia/'>Quieto um Pouco - Histórias da Melancolia</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3222/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3222/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3222/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3222/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3222/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3222/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3222/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3222/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3222/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3222/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3222/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3222/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3222/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3222/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3222&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Cláudio</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>malha metro/ferroviária de Frankfurt e região</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 07:53:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobretudo sobre tudo!]]></category>

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		<description><![CDATA[Filed under: Sobretudo sobre tudo!<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3218&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone" src="http://bccn2009.org/fileadmin/bccn2009/img/detailed_map.gif" alt="" width="720" height="509" /></p>
<br />Filed under: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/sobretudo-sobre-tudo/'>Sobretudo sobre tudo!</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3218/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3218/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3218/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3218/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3218/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3218/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3218/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3218/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3218/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3218/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3218/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3218/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3218/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3218/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3218&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Rudi Hurzlmeier</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 07:39:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís</dc:creator>
				<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Filed under: Quadrinhos<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3214&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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		<title>Sei dos caminhos</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jul 2011 21:35:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>patricia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobretudo sobre tudo!]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Tão rara com ele que vale o post. Filed under: Sobretudo sobre tudo!<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3203&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<p>&nbsp;</p>
<p>Tão rara com ele que vale o post.</p>
<br />Filed under: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/sobretudo-sobre-tudo/'>Sobretudo sobre tudo!</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3203/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3203/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3203/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3203/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3203/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3203/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3203/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3203/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3203/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3203/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3203/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3203/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3203/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3203/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3203&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">patricia</media:title>
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		<title>mais  caio fernando abreu</title>
		<link>http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/07/05/mais-caio-fernando-abreu/</link>
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		<pubDate>Wed, 06 Jul 2011 01:27:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>patricia</dc:creator>
				<category><![CDATA[livros e mais leituras]]></category>

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		<description><![CDATA[OS DRAGÕES NÃO CONHECEM O PARAÍSO Caio Fernando Abreu &#160; Tenho um dragão que mora comigo. Não, isso não é verdade. Não tenho nenhum dragão. E, ainda que tivesse, ele não moraria comigo nem com ninguém. Para os dragões, nada mais inconcebível que dividir seu espaço &#8211; seja com outro dragão, seja com uma pessoa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3199&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>OS DRAGÕES NÃO CONHECEM O PARAÍSO</strong></p>
<p><strong>Caio Fernando Abreu</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tenho um dragão que mora comigo.</p>
<p>Não, isso não é verdade.</p>
<p>Não tenho nenhum dragão. E, ainda que tivesse, ele não moraria comigo nem com ninguém. Para os dragões, nada mais inconcebível que dividir seu espaço &#8211; seja com outro dragão, seja com uma pessoa banal feito eu. Ou invulgar, como imagino que os outros devam ser. Eles são solitários, os dragões. Quase tão solitários quanto eu me encontrei, sozinho neste apartamento, depois de sua partida. Digo quase porque, durante aquele tempo em que ele esteve comigo, alimentei a ilusão de que meu isolamento para sempre tinha acabado. E digo ilusão porque, outro dia, numa dessas manhãs áridas da ausência dele, felizmente cada vez menos freqüentes (a aridez, não a ausência), pensei assim: Os homens precisam da ilusão do amor da mesma forma que precisam da ilusão de Deus. Da ilusão do amor para não afundarem no poço horrível da solidão absoluta; da ilusão de Deus, para não se perderem no caos da desordem sem nexo.</p>
<p>Isso me pareceu gradiloqüente e sábio como uma idéia que não fosse minha, tão estúpidos costumam ser meus pensamentos. E tomei nota rapidamente no guardanapo do bar onde estava. Escrevi também mais alguma coisa que ficou manchada pelo café. Até hoje não consigo decifrá-la. Ou tenho medo da minha &#8211; felizmente indecifrável &#8211; lucidez daquele dia.</p>
<p>Estou me confundindo, estou me dispersando.</p>
<p>O guardanapo, a frase, a mancha, o medo &#8211; isso deve vir mais tarde. Todas essas coisas de que falo agora &#8211; as particularidades dos dragões, a banalidade das pessoas como eu -, só descobri depois. Aos poucos, na ausência dele, enquanto tentava compreendê-lo. Cada vez menos para que minha compreensão fosse sedutora, e cada vez mais para que essa compreensão ajudasse a mim mesmo a. Não sei dizer. Quando penso desse jeito, enumero proposições como: a ser uma pessoa menos banal, a ser mais forte, mais seguro, mais sereno, mais feliz, a navegar com um mínimo de dor. Essas coisas todas que decidimos fazer ou nos tornar quando algo que supúnhamos grande acaba, e não há nada a ser feito a não ser continuar vivendo.</p>
<p>Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante.<br />
Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se não fosse nada.</p>
<p>Ninguém perguntará coisa alguma, penso. Depois continuo a contar para mim mesmo, como se fosse ao mesmo tempo o velho que conta e a criança que escuta, sentado no colo de mim. Foi essa a imagem que me veio hoje pela manhã quando, ao abrir a janela, decidi que não suportaria passar mais um dia sem contar esta história de dragões. Consegui evitá-la até o meio da tarde. Dói, um pouco. Não mais uma ferida recente, apenas um pequeno espinho de rosa, coisa assim, que você tenta arrancar da palma da mão com a ponta de uma agulha. Mas, se você não consegue extirpá-lo, o pequeno espinho pode deixar de ser uma pequena dor para se transformar numa grande chaga.</p>
<p>Assim, agora, estou aqui. Ponta fina de agulha equilibrada entre os dedos da mão direita, pairando sobre a palma aberta da mão esquerda. Algumas anotações em volta, tomadas há muito tempo, o guardanapo de papel do bar, com aquelas palavras sábias que não parecem minhas e aquelas outras, manchadas, que não consigo ou não quero ou finjo não poder decifrar.</p>
<p>Ainda não comecei.</p>
<p>Queria tanto saber dizer Era uma vez. Ainda não consigo.</p>
<p>Mas preciso começar de alguma forma. E esta, enfim, sem começar propriamente, assim confuso, disperso, monocórdio, me parece um jeito tão bom ou mau quanto qualquer outro de começar uma história. Principalmente se for uma história de dragões.</p>
<p>Gosto de dizer tenho um dragão que mora comigo, embora não seja verdade. Como eu dizia, um dragão jamais pertence a, nem mora com alguém. Seja uma pessoa banal igual a mim, seja unicórnio, salamandra, harpia, elfo, hamadríade, sereia ou ogro. Duvido que um dragão conviva melhor com esses seres mitológicos, mais semelhantes à natureza dele, do que com um ser humano. Não que sejam insociáveis. Pelo contrário, às vezes um dragão sabe ser gentil e submisso como uma gueixa. Apenas, eles não dividem seus hábitos.</p>
<p>Ninguém é capaz de compreender um dragão. Eles jamais revelam o que sentem. Quem poderia compreender, por exemplo, que logo ao despertar (e isso pode acontecer em qualquer horário, às três ou às onze da noite, já que o dia e a noite deles acontecem para dentro, mas é mais previsível entre sete e nove da manhã, pois essa é a hora dos dragões) sempre batem a cauda três vezes, como se tivessem furiosos, soltando fogo pelas ventas e carbonizando qualquer coisa próxima num raio de mais de cinco metros? Hoje, pondero: talvez seja essa a sua maneira desajeitada de dizer, como costumo dizer agora, ao despertar &#8211; que seja doce.</p>
<p>Mas no tempo em que vivia comigo, eu tentava &#8211; digamos &#8211; adaptá-lo às circunstâncias. Dizia por favor, tente compreender, querido, os vizinho banais do andar de baixo já reclamaram da sua cauda batendo no chão ontem às quatro da madrugada. O bebê acordou, disseram, não deixou ninguém mais dormir. Além disso, quando você desperta na sala, as plantas ficam todas queimadas pelo seu fogo. E, quanto você desperta no quarto, aquela pilha de livros vira cinzas na minha cabeceira.</p>
<p>Ele não prometia corrigir-se. E eu sei muito bem como tudo isso parece ridículo. Um dragão nunca acha que está errado. Na verdade, jamais está. Tudo que faz, e que pode parecer perigoso, excêntrico ou no mínimo mal-educado para um humano igual a mim, é apenas parte dessa estranha natureza dos dragões. Na manhã, na tarde ou na noite seguintes, quanto ele despertasse outra vez, novamente os vizinhos reclamariam e as prímulas amarelas e as begônias roxas e verdes, e Kafka, Salinger, Pessoa, Clarice e Borges a cada dia ficariam mais esturricados. Até que, naquele apartamento, restássemos eu e ele entre as cinzas. Cinzas são como sedas para um dragão, nunca para um humano, porque a nós lembra destruição e morte, não prazer. Eles trafegam impunes, deliciados, no limiar entre essa zona oculta e a mais mundana. O que não podemos compreender, ou pelo menos aceitar.</p>
<p>Além de tudo: eu não o via. Os dragões são invisíveis, você sabe. Sabe? Eu não sabia. Isso é tão lento, tão delicado de contar &#8211; você ainda tem paciência? Certo, muito lógico você querer saber como, afinal, eu tinha tanta certeza da existência dele, se afirmo que não o via. Caso você dissesse isso, ele riria. Se, como os homens e as hienas, os dragões tivessem o dom ambíguo do riso. Você o acharia talvez irônico, mas ele estaria impassível quanto perguntasse assim: mas então você só acredita naquilo que vê? Se você dissesse sim, ele falaria em unicórnios, salamandras, harpias, hamadríades, sereias e ogros. Talvez em fadas também, orixás quem sabe? Ou átomos, buracos negros, anãs brancas, quasars e protozoários. E diria, com aquele ar levemente pedante: &#8220;Quem só acredita no visível tem um mundo muito pequeno. Os dragões não cabem nesses pequenos mundos de paredes invioláveis para o que não é visível&#8221;.</p>
<p>Ele gostava tanto dessas palavras que começam com in &#8211; invisível, inviolável, incompreensível -, que querem dizer o contrário do que deveriam. Ele próprio era inteiro o oposto do que deveria ser. A tal ponto que, quando o percebia intratável, para usar uma palavra que ele gostaria, suspeitava-o ao contrário: molhado de carinho. Pensava às vezes em tratá-lo dessa forma, pelo avesso, para que fôssemos mais felizes juntos. Nunca me atrevi. E, agora que se foi, é tarde demais para tentar requintadas harmonias.</p>
<p>Ele cheirava a hortelã e alecrim. Eu acreditava na sua existência por esse cheiro verde de ervas esmagadas dentro das duas palmas das mãos. Havia outros sinais, outros augúrios. Mas quero me deter um pouco nestes, nos cheiros, antes de continuar. Não acredite se alguém, mesmo alguém que não tenha um mundo pequeno, disser que os dragões cheiram a cavalos depois de uma corrida, ou a cachorros das ruas depois da chuva. A quartos fechados, mofo, frutas podres, peixe morto e maresia &#8211; nunca foi esse o cheiro dos dragões.</p>
<p>A hortelã e alecrim, eles cheiram. Quando chegava, o apartamento inteiro ficava impregnado desse perfume. Até os vizinhos, aqueles do andar de baixo, perguntavam se eu andava usando incenso ou defumação. Bem, a mulher perguntava. Ela tinha uns olhos azuis inocentes. O marido não dizia nada, sequer me cumprimentava. Acho que pensava que era uma dessas ervas de índio que as pessoas costumam fumar quando moram em apartamentos, ouvindo música muito alto. A mulher dizia que o bebê dormia melhor quando esse cheiro começava a descer pelas escadas, mais forte de tardezinha, e que o bebê sorria, parecendo sonhar. Sem dizer nada, eu sabia que o bebê sonhava com dragões, unicórnios ou salamandras, esse era um jeito do seu mundo ir-se tornando aos poucos mais largo. Mas os bebês costumam esquecer dessas coisas quanto deixam de ser bebês, embora possuam a estranha facilidade de ver dragões &#8211; coisa que só os mundos muito largos conseguem.</p>
<p>Eu aprendi o jeito de perceber quando o dragão estava a meu lado. Certa vez, descemos juntos pelo elevador com aquela mulher de olhos-azuis-inocentes e seu bebê, que também tinha olhos-azuis-inocentes. O bebê olhou o tempo todo para onde estava o dragão. Os dragões param sempre do lado esquerdo das pessoas, para conversar direto com o coração. O ar a meu lado ficou leve, de uma coloração vagamente púrpura. Sinal que ele estava feliz. Ele, o dragão, e também o bebê, e eu, e a mulher, e a japonesa que subiu no sexto andar, e um rapaz de barba no terceiro. Sorríamos suaves, meio tolos, descendo juntos pelo elevador numa tarde que lembro de abril &#8211; esse é o mês dos dragões &#8211; dentro daquele clima de eternidade fluida que apenas os dragões, mas só às vezes, sabem transmitir.</p>
<p>Por situações como essa, eu o amava. E o amo ainda, quem sabe mesmo agora, quem sabe mesmo sem saber direito o significado exato dessa palavra seca &#8211; amor. Se não o tempo todo, pelo menos quanto lembro de momentos assim. Infelizmente, raros. A aspereza e avesso parecem ser mais constantes na natureza dos dragões do que a leveza e o direito. Mas queria falar de antes do cheiro. Havia outros sinais, já disse. Vagos, todos eles.</p>
<p>Nos dias que antecediam a sua chegada, eu acordava no meio da noite, o coração disparado. As palmas das mãos suavam frio. Sem saber porque, nas manhãs seguintes, compulsivamente eu começava a comprar flores, limpar a casa, ir ao supermercado e à feira para encher o apartamento de rosas e palmas e morangos daqueles bem gordos e cachos de uvas reluzentes e berinjelas luzidias (os dragões, descobri depois, adoram contemplar berinjelas) que eu mesmo não conseguia comer. Arrumava em pratos, pelos cantos, com flores e velas e fitas, para que os espaços ficassem mais bonito.</p>
<p>Como uma fome, me dava. Mas uma fome de ver, não de comer. Sentava na sala toda arrumada, tapete escovado, cortinas lavadas, cestas de frutas, vasos de flores &#8211; acendia um cigarro e ficava mastigando com os olhos a beleza das coisas limpas, ordenadas, sem conseguir comer nada com a boca, faminto de ver. À medida que a casa ficava mais bonita, eu me tornava cada vez mais feio, mais magro, olheiras fundas, faces encovadas. Porque não conseguia dormir nem comer, à espera dele. Agora, agora vou ser feliz, pensava o tempo todo numa certeza histérica. Até que aquele cheiro de alecrim, de hortelã, começasse a ficar mais forte, para então, um dia, escorregar que nem brisa por baixo da porta e se instalar devagarzinho no corredor de entrada, no sofá da sala, no banheiro, na minha cama. Ele tinha chegado.</p>
<p>Esses ritmos, só descobri aos poucos. Mesmo o cheiro de hortelã e alecrim, descobri que era exatamente esse quando encontrei certas ervas numa barraca de feira. Meu coração disparou, imaginei que ele estivesse por perto. Fui seguindo o cheiro, até me curvar sobre o tabuleiro para perceber: eram dois maços verdes, a hortelã de folhinhas miúdas, o alecrim de hastes compridas com folhas que pareciam espinhos, mas não feriam. Pergunte o nome, o homem disse, eu não esqueci. Por pura vertigem, nos dias seguintes repetia quanto sentia saudade: alecrim hortelã alecrim hortelã alecrim hortelã alecrim.</p>
<p>Antes, antes ainda, o pressentimento de sua visita trazia unicamente ansiedade, taquicardias, aflição, unhas roídas. Não era bom. Eu não conseguia trabalhar, ira ao cinema, ler ou afundar em qualquer outra dessas ocupações banais que as pessoas como eu têm quando vivem. Só conseguia pensar em coisas bonitas para a casa, e em ficar bonito eu mesmo para encontrá-lo. A ansiedade era tanta que eu enfeiava, à medida que os dias passavam. E, quando ele enfim chegava, eu nunca tinha estado tão feio. Os dragões não perdoam a feiúra. Menos ainda a daqueles que honram com sua rara visita.</p>
<p>Depois que ele vinha, o bonito da casa contrastando com o feio do meu corpo, tudo aos poucos começava a desabar. Feito dor, não alegria. Agora agora agora vou ser feliz, eu repetia: agora agora agora. E forçava os olhos pelos cantos de prata esverdeadas, luz fugidia, a ponta em seta de sua cauda pela fresta de alguma porta ou fumaça de suas narinas, sempre mau, e a fumaça, negra. Naqueles dias, enlouquecia cada vez mais, querendo agora já urgente ser feliz. Percebendo minha ânsia, ele tornava-se cada vez mais remoto. Ausentava-se, retirava-se, fingia partir. Rarefazia seu cheiro de ervas até que não passasse de uma suspeita verde no ar. Eu respirava mais fundo, perdia o fôlego no esforço de percebê-lo, dias após dia, enquanto flores e frutas apodreciam nos vasos, nos cestos, nos cantos. Aquelas mosquinhas negras miúdas esvoaçavam em volta delas, agourentas.</p>
<p>Tudo apodrecia mais e mais, sem que eu percebesse, doído do impossível que era tê-lo. Atento somente à minha dor, que apodrecia também, cheirava mal. Então algum dos vizinhos batia à porta para saber se eu tinha morrido e sim, eu queria dizer, estou apodrecendo lentamente, cheirando mal como as pessoas banais ou não cheiram quando morrem, à espera de uma felicidade que não chega nunca. Ele não compreenderia. Eu não compreendia, naqueles dias &#8211; você compreende?</p>
<p>Os dragões, já disse, não suportam a feiúra. Ele partia quando aquele cheiro de frutas e flores e, pior que tudo, de emoções apodrecidas tornava-se insuportável. Igual e confundido ao cheiro da minha felicidade que, desta e mais uma vez, ele não trouxera. Dormindo ou acordado, eu recebia sua partida como um súbito soco no peito. Então olhava para cima, para os lados, à procura de Deus ou qualquer coisa assim &#8211; hamadríades, arcanjos, nuvens radioativas, demônios que fossem. Nunca os via. Nunca via nada além das paredes de repente tão vazias sem ele.</p>
<p>Só quem já teve um dragão em casa pode saber como essa casa parece deserta depois que ele parte. Dunas, geleiras, estepes. Nunca mais reflexos esverdeados pelos cantos, nem perfume de ervas pelo ar, nunca mais fumaças coloridas ou formas como serpentes espreitando pelas frestas de portas entreabertas. Mais triste: nunca mais nenhuma vontade de ser feliz dentro da gente, mesmo que essa felicidade nos deixe com o coração disparado, mãos úmidas, olhos brilhantes e aquela fome incapaz de engolir qualquer coisa. A não ser o belo, que é de ver, não de mastigar, e por isso mesmo também uma forma de desconforto. No turvo seco de uma casa esvaziada da presença de um dragão, mesmo voltando a comer e a dormir normalmente, como fazem as pessoas banais, você não sabe mais se não seria preferível aquele pântano de antes, cheio de possibilidades &#8211; que não aconteciam, mas que importa? &#8211; a esta secura de agora. Quando tudo, sem ele, é nada.</p>
<p>Hoje, acho que sei. Um dragão vem e parte para que seu mundo cresça? Pergunto &#8211; porque não estou certo &#8211; coisas talvez um tanto primárias, como: um dragão vem e parte para que você aprenda a dor de não tê-lo, depois de ter alimentado a ilusão de possuí-lo? E para, quem sabe, que os humanos aprendam a forma de retê-lo, se ele um dia voltar?</p>
<p>Não, não é assim. Isso não é verdade.</p>
<p>Os dragões não permanecem. Os dragões são apenas a anunciação de si próprios. Eles se ensaiam eternamente, jamais estréiam. As cortinas não chegam a se abrir para que entrem em cena. Eles se esboçam e se esfumam no ar, não se definem. O aplauso seria insuportável para eles: a confirmação de que sua inadequação é compreendida e aceita e admirada, e portanto &#8211; pelo avesso igual ao direito &#8211; incompreendida, rejeitada, desprezada. Os dragões não querem ser aceitos. Eles fogem do paraíso, esse paraíso que nós, as pessoas banais, inventamos &#8211; como eu inventava uma beleza de artifícios para esperá-lo e prendê-lo para sempre junto a mim. Os dragões não conhecem o paraíso, onde tudo acontece perfeito e nada dói nem cintila ou ofega, numa eterna monotonia de pacífica falsidade. Seu paraíso é o conflito, nunca a harmonia.</p>
<p>Quando volto apensar nele, nestas noites em que dei para me debruçar à janela procurando luzes móveis pelo céu, gosto de imaginá-lo voando com suas grandes asas douradas, solto no espaço, em direção a todos os lugares que é lugar nenhum. Essa é sua natureza mais sutil, avessa às prisões paradisíacas que idiotamente eu preparava com armadilhas de flores e frutas e fitas, quando ele vinha. Paraísos artificiais que apodreciam aos poucos, paraíso de eu mesmo &#8211; tão banal e sedento &#8211; a tolerar todas as suas extravagâncias, o que devia lhe soar ridículo, patético e mesquinho. Agora apenas deslizo, sem excessivas aflições de ser feliz.</p>
<p>As manhãs são boas para acordar dentro delas, beber café, espiar o tempo. Os objetos são bons de olhar para eles, sem muitos sustos, porque são o que são e também nos olham, com olhos que nada pensam. Desde que o mandei embora, para que eu pudesse enfim aprender a grande desilusão do paraíso, é assim que sinto: quase sem sentir.</p>
<p>Resta esta história que conto, você ainda está me ouvindo? Anotações soltas sobre a mesa, cinzeiros cheios, copos vazios e este guardanapo de papel onde anotei frases aparentemente sábias sobre o amor e Deus, com uma frase que tenho medo de decifrar e talvez, afinal, diga apenas qualquer coisa simples feito: nada disso existe.</p>
<p>Nada, nada disso existe.</p>
<p>Então quase vomito e choro e sangro quando penso assim. Mas respiro fundo, esfrego as palmas das mãos, gero energia em mim. Para manter-me vivo, saio à procura de ilusões como o cheiro das ervas ou reflexos esverdeados de escamas pelo apartamento e, ao encontrá-los, mesmo apenas na mente, tornar-me então outra vez capaz de afirmar, como num vício inofensivo: tenho um dragão que mora comigo. E, desse jeito, começar uma nova história que, desta vez sim, seria totalmente verdadeira, mesmo sendo completamente mentira. Fico cansado do amor que sinto, e num enorme esforço que aos poucos se transforma numa espécie de modesta alegria, tarde da noite, sozinho neste apartamento no meio de uma cidade escassa de dragões, repito e repito este meu confuso aprendizado para a criança-eu-mesmo sentada aflita e com frio nos joelhos do sereno velho-eu-mesmo:</p>
<p>- Dorme, só existe o sonho. Dorme, meu filho. Que seja doce.</p>
<p>Não, isso também não é verdade.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>meu namorado</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Jun 2011 16:22:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>patricia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobretudo sobre tudo!]]></category>

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		<description><![CDATA[Passei dias tranquilos, sem saudades, na verdade, sem emoção qualquer. A mudança de situação era esperada, desejada até. Situação precária, embora você pretendesse permanente. O fato de não entender ou não enxergar não muda os fatos. Tudo dito e redito, revisado tantas vezes e tantas mais burlado. Folhetim. Brigas teatrais, reconciliações certas. Vidas compartilhadas há [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3191&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Passei dias tranquilos, sem saudades, na verdade, sem emoção qualquer. A mudança de situação era esperada, desejada até. Situação precária, embora você pretendesse permanente. O fato de não entender ou não enxergar não muda os fatos. Tudo dito e redito, revisado tantas vezes e tantas mais burlado. Folhetim. Brigas teatrais, reconciliações certas. Vidas compartilhadas há tanto tempo que desaprenderam a ser sem esse nó, sem esse outro ali a ver, ouvir, contar, trocar, por vezes  a existir por ambos. Expectativas, acertos, desacertos.</p>
<p>Sem expectativas hoje, mas não é certo que dure. Sei que basta uma tentativa de seguir do outro, para aflorar o instinto de preservar, de agarrar, manter, sem pensar no que se perderia afinal. E nenhum dos dois consegue ainda pensar em seguir.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No início achamos que não há obstáculo grande o suficiente, mas há sim. Não exatamente um obstáculo – tanto que se foram mais de dez anos, mas um incômodo constante, crônico, com métodos e ardis embora óbvios, capazes de desgastar o que tínhamos por certo.</p>
<p>Essa, hum…, bagagem,  fez do cercar a nossa vida a sua própria , talvez sem se dar conta, não posso dizer. Sempre ali à espreita, e tanto que foi enfim presenteada, se é que se pode encarar assim um quartinho ali mesmo na Augusta, depois de outra frustração, bebedeira e afins. Mais dela e do quanto lhe rendeu a ocasião, não posso dizer. Quem sabe alguma terapia lhe devolva vida pra além disso.</p>
<p>Fato é que esse evento me fez ver e ouvir diferente, como os outros todos e aí, como eles, deixei de acreditar. Sem mais. Que importa se não importou, medo, ressaca, raiva. Não meus. Não espero mais do que dou. E nunca houve qualquer jura, qualquer combinado, compromisso ou algo assim. “Então, pra que chorar?”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Teu sonho, fuga, não sei,  não tive como contê-lo, não consigo e abomino ainda a idéia de conter alguém. Essas dificuldades todas agora  diminuem de tamanho quando estamos juntos e tenho medo de pensar que, talvez, sejam elas nosso motivo .</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sei o que te dói, teus caminhos, tuas soluções e sei que sabes de mim quase tanto quanto eu. Isso fica. Laços tantos que não há como desfazê-los. Somos  se não um do outro, um para o outro, embora nem eu tenha certeza do que isso signifique.</p>
<p>Tanta coisa gostosa. Esse frio pede o abraço, o enlace. As viagens. Filmes e conversas. Livros, textos e mais conversas. Músicas, shows. A louça lavada. O café. “Vamos fumar?”. O menino, o cachorro, o medo da  gatinha. As séries de TV, os DVDs. Sinto falta sim, mas, estranhamente, não dói, parece longe. Prefiro que doa. Gosto de sentimento, paixão.</p>
<p>Ainda estou aqui, para o nosso aniversário de 13 anos, como você bem lembrou, meu caro. Não tenhamos pressa, que agora é tempo de esperar, de aquietar e esperar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<br />Filed under: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/sobretudo-sobre-tudo/'>Sobretudo sobre tudo!</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3191/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3191/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3191/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3191/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3191/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3191/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3191/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3191/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3191/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3191/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3191/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3191/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3191/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3191/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3191&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>gabi</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Jun 2011 16:21:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>patricia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobretudo sobre tudo!]]></category>

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		<description><![CDATA[Gosto de brincadeiras com palavras, figuras de linguagem, frases ambíguas. Não assisti o filme, mas fiquei muito tempo pensando no título Cada um é para o que nasce. É para o que nasce. Nasce para ser. Continuo sem saber direito a que vim, se é que virei a estar certa disso antes disso ter fim. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3188&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gosto de brincadeiras com palavras, figuras de linguagem, frases ambíguas. Não assisti o filme, mas fiquei muito tempo pensando no título Cada um é para o que nasce. É para o que nasce. Nasce para ser. Continuo sem saber direito a que vim, se é que virei a estar certa disso antes disso ter fim. Mês passado atingi a maioridade no papel de mãe – mãe que pariu, porque mãe que cuida já sou de data mais remota ainda, de pais e irmãos –, 18 anos. Senti-me um pouquinho mais leve, como se soltasse algo. Espera-se algo dos dezoito anos, escolha de carreira, faculdade, bebida, cigarros, baladas sem o RG falso, dirigir. Aos dezoito de mãe certifico-me, agora com o aval dessa nova adulta que surgiu por aqui, que escolhi a faculdade errada, que não tenho carreira e nem sei por que caminhos dirigir. Não sei voltar também. Escolher agora é difícil, é lento, como empurrar algo ladeira acima sem qualquer ferramenta para burlar a correnteza, é ter que dar conta do atrito. Falta a disposição, a crença dos dezoito.<br />
Eu lutava contra o sono em uma aula de História do Brasil, à tarde, com a professora Esmeralda, quando o Jeferson me chamou à porta. Joguei tudo na bolsa e saí. Positivo. Fiquei brava, perplexa, confusa. Não cabia na minha rotina de trabalho e duas faculdades. Uma noite bastou para aceitar a idéia, embora a luta ea dúvida tenham se mostrado presentes durante boa parte da gravidez.<br />
Encarar ônibus lotado com uma barriga gigante, curso chato, alunos do fundamental II, não foi nada perto do que seria ter de lidar com um bebê. O bebê veio sem manual de instruções e não dava para desligá-lo. Já chegou com imposições – queria mamar, ser trocado, ninado e, no pouquíssimo tempo em que dormia, eu tinha que aproveitar para cuidar da sua roupa, da casa e do resto. Chorava , babava, vomitava. Eu passei a cochilar, a comer sopinha com o bebê, a assistir Castelo Rátimbum, Doug e as vinhetas da Ritinha. Passei a curtir aquela coisinha babona, a babar com os seus pequenos e constantes avanços. Estava ali, num sábado de sol, quando ela soltou a mão do berço e veio andando em minha direção. Primeiro parque de diversões, teatro, cinema, show. Lia histórias todas as noites, para ela e para a boneca “Natália”. Fui a quase todas as reuniões da escola – uma escola muito diferente das que frequentei na minha infância – ansiosa, como se ali pudesse também aprender um pouquinho mais do ofício de mãe. A primeira palavra que ela leu foi batata, quando fazíamos compras em um sacolão. Aos poucos a leitura tornou-se um hábito solitário e eu mal sabia dos livros que passavam por suas mãos. Andando por aí ela me disse que seria escritora. Cabeleireira, veterinária, professora, economista e jornalista também já foram profissões listadas. Perdi o medo de dirigir com ela e o irmão ao meu lado, por aí, um tanto por eles. Houve um período em que seu sonho era “morar em uma casa sem uma mãe alérgica para poder usar muito perfume”, roupas extravagantes como a tia Helena usava, maquiagem, esmaltes. Hoje encontro os meus CDs, tão criticados, no seu quarto, as músicas que eu curto, no seu Ipod. Minhas roupas “horrendas” não me servem mais e estão agora no guarda roupa dela, mesmo corpo, mesmo rosto, mesma arrogância.<br />
O mesmo choque que tive quando soube da gravidez, tive há alguns anos, quando realmente me dei conta de que havia dado origem a OUTRA pessoa. Sim, outra pessoa, distinta, embora guardasse semelhanças, com sentimentos, vontades, idéias próprias. Outra pessoa para o mundo, alguém que deixaria de ser meu e passaria a cumprir seu próprio papel. Alguém que não concorda comigo, que me critica, que reage a mim de forma inesperada, ou melhor, quase como eu me lembro de ter reagido à minha mãe!<br />
Agora eu torço pelo bem estar dessa menina e sua vontade, por vezes, vem antes da minha. Envelheço vendo-a crescer. Sei um pouco do caminho que ela está a trilhar, mas sei também que ela não pararia agora para me ouvir. Assisto, aplaudo, recrimino, tento me intrometer nessa vida tão nova e tão dela, feliz por ela conseguir desvencilhar seu caminho do meu. Acho que a vida é isso. Enquanto isso a minha segue, sem rumo definido.</p>
<br />Filed under: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/sobretudo-sobre-tudo/'>Sobretudo sobre tudo!</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3188/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3188/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3188/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3188/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3188/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3188/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3188/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3188/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3188/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3188/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3188/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3188/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3188/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3188/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3188&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Flat World &#8211; Mundo Achatado</title>
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		<pubDate>Tue, 24 May 2011 16:01:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma animação bacana vista em um Anima Mundi. Filed under: Filmes<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3169&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma animação bacana vista em um Anima Mundi.</p>
<p><object width="510" height="408"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/RTAhglvnKic?version=3"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/RTAhglvnKic?version=3" type="application/x-shockwave-flash" width="510" height="408" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><object width="510" height="408"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/hkZ0Jxt4jUw?version=3"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/hkZ0Jxt4jUw?version=3" type="application/x-shockwave-flash" width="510" height="408" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/05/24/flat-world-mundo-achatado/"><img src="http://img.youtube.com/vi/eWqM3Sy0Ucw/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<br />Filed under: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/filmes/'>Filmes</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3169/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3169/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3169/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3169&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>100 contos</title>
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		<pubDate>Mon, 23 May 2011 23:44:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís</dc:creator>
				<category><![CDATA[contos]]></category>
		<category><![CDATA[listas]]></category>

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		<description><![CDATA[A revista Bravo publicou em 2009 uma lista do que considerava ser os 100 contos essenciais da literatura mundial. Taí uma nova lista, um novo desafio. Vamos nessa? 1. A dama do cachorrinho &#8211; Anton Tchekhov 2. Bola de sebo &#8211; Guy de Maupassant 3. O poço e o pêndulo &#8211; Edgar Allan Poe 4. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3166&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A revista Bravo publicou em 2009 uma lista do que considerava ser os 100 contos essenciais da literatura mundial. Taí uma nova lista, um novo desafio. Vamos nessa?</p>
<address>1. <a href="http://www.4shared.com/document/Tnba2ubm/A_dama_do_Cachorrinho_-_Tchekh.html" target="_blank">A dama do cachorrinho &#8211; Anton Tchekhov</a></address>
<address>2. <a title="Bola de sebo - Guy de Maupassant" href="http://clubesocialdasbanalidades.files.wordpress.com/2011/12/002-bola-de-sebo-guy-de-maupassant.pdf" target="_blank">Bola de sebo &#8211; Guy de Maupassant</a></address>
<address>3. <a href="http://www.gargantadaserpente.com/coral/contos/apoe_poco.shtml" target="_blank">O poço e o pêndulo &#8211; Edgar Allan Poe</a></address>
<address>4. <a href="http://www.lendo.org/wp-content/uploads/2007/06/nicolai-gogol-o-capote.pdf" target="_blank">O capote &#8211; Nikolai Gógol</a></address>
<address>5. <a href="http://www.google.com/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=1&amp;ved=0CBwQFjAA&amp;url=http%3A%2F%2Fstoa.usp.br%2Fgabrielamorandini%2Ffiles%2F2130%2F12075%2F7%2BColinas%2Bcomo%2BElefantes%2BBrancos%2B-%2BErnest%2BHemingway%2BOK.pdf&amp;ei=gRDgTtuiKcSDtgexhexz&amp;usg=AFQjCNHOY7vLS_KuoZfCPlC6x65A_n5BHQ&amp;sig2=TwkXAnlBOFiilQ53o2A49w" target="_blank">Colinas como elefantes brancos &#8211; Ernest Hemingway</a></address>
<address>6. <a href="http://www.scribd.com/doc/7039411/James-Joyce-Os-Mortos" target="_blank">Os mortos &#8211; James Joyce</a></address>
<address>7. O prado de Bezhin &#8211; Ivan Turguêniev</address>
<address>8. <a href="http://www.4shared.com/document/YiOnKuuf/Herman_Melville_-_Bartleby_o_e.html" target="_blank">Bartleby, o escrivão &#8211; Herman Melville</a></address>
<address>9. <a href="http://www.angelfire.com/pa3/paulinha/tlon.htm" target="_blank">Tlön, Uqbar, Orbis Tertius &#8211; Jorge Luis Borges</a></address>
<address>10. A tragédia de um personagem &#8211; Luigi Pirandello</address>
<address>11. <a href="http://www.releituras.com/ltolstoi_mortes.asp" target="_blank">Três mortes &#8211; Liev Tolstói</a></address>
<address>12. Um homem bom é difícil de encontrar &#8211; Flannery O&#8217;Connor</address>
<address>13. <a href="http://www.lumiarte.com/luardeoutono/contosrussos/angustia-tchekhov.html" target="_blank">Angústia &#8211; Anton Tchekhov</a></address>
<address>14. <a href="http://books.google.com.br/books?id=wntxZC4bMlAC&amp;printsec=frontcover&amp;dq=bezerra&amp;num=8&amp;client=internal-uds&amp;cd=6&amp;source=uds&amp;redir_esc=y#v=onepage&amp;q=bezerra&amp;f=false" target="_blank">Bobók &#8211; Fiódor Dostoiévski</a></address>
<address>15. <a href="http://riesemberg.blogspot.com/2006/10/o-horla-guy-de-maupassant.html" target="_blank">O Horla &#8211; Guy de Maupassant</a></address>
<address>16. As irmãs Vane &#8211; Vladimir Nabokov</address>
<address>17. <a href="http://www.releituras.com/kmansfield_bliss.asp" target="_blank">Felicidade &#8211; Katherine Mansfield</a></address>
<address>18. Estudo de mulher &#8211; Honoré de Balzac</address>
<address>19. <a href="http://virtualbooks.terra.com.br/freebook/traduzidos/download/Um_artista_da_fome.pdf" target="_blank">Um artista da fome &#8211; Franz Kafka</a></address>
<address>20. <a href="http://riesemberg.blogspot.com/2009/11/o-homem-da-areia-eta-hoffman.html" target="_blank">O homem de areia &#8211; E. T. A. Hoffmann</a></address>
<address>21. O beijo &#8211; Anton Tchekhov (<a href="http://estrolabio.blogs.sapo.pt/1281343.html" target="_blank">1</a> &amp; <a href="http://estrolabio.blogs.sapo.pt/1282661.html" target="_blank">2</a>)</address>
<address>22. Um relatório municipal &#8211; O. Henry</address>
<address>23. <a href="http://www.releituras.com/jcortazar_casa.asp" target="_blank">A casa tomada &#8211; Julio Cortázar</a></address>
<address>24. <a href="http://www.4shared.com/document/t3rdQ9lz/Ernest_Hemingway_-_As_neves_do.html" target="_blank">As neves do Kilimanjaro &#8211; Ernest Hemingway</a></address>
<address>25. Um coração simples &#8211; Gustave Flaubert</address>
<address>26. Uma carta &#8211; Isaac Bábel</address>
<address>27. <a href="http://www.paralerepensar.com.br/o_wilde_fantasma.html" target="_blank">O fantasma de Canterville &#8211; Oscar Wilde</a></address>
<address>28. Gimple, o bobo &#8211; Isaac Bashevis Singer</address>
<address>29. <a href="http://claudioalex.multiply.com/reviews/item/522" target="_blank">A máscara da morte rubra &#8211; Edgar Allan Poe</a></address>
<address>30. O boa-vida &#8211; F. Scott Fitzgerald</address>
<address>31. As jóias &#8211; Guy de Maupassant</address>
<address>32. <a href="http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&amp;co_obra=1948" target="_blank">O espelho &#8211; Machado de Assis</a></address>
<address>33. <a href="http://www.scribd.com/doc/57043287/Pierre-Menard-o-autor-de-Dom-Quixote" target="_blank">Pierre Menard, autor do Quixote &#8211; Jorge Luis Borges</a></address>
<address>34. O nariz &#8211; Nikolai Gógol</address>
<address>35. <a href="http://www.bestiario.com.br/18_arquivos/casa_assombrada.html" target="_blank">Uma casa assombrada &#8211; Virgina Woolf</a></address>
<address>36. <a href="http://www.scribd.com/doc/19048318/A-PANE-Texto-Integral" target="_blank">A pane &#8211; Friedrich Dürrenmatt</a></address>
<address>37. <a href="http://www.releituras.com/ggmarquez_olhos.asp" target="_blank">Olhos de cão azul &#8211; Gabriel García Márquez</a></address>
<address>38. A força de Deus &#8211; Sherwood Anderson</address>
<address>39. <a href="http://issuu.com/michelle_okumura/docs/drrr" target="_blank">A distância da lua &#8211; Ítalo Calvino</a></address>
<address>40. Os três anéis &#8211; Giovanni Boccaccio</address>
<address>41. <a href="http://www.4shared.com/document/W862bbBp/Rudyard_Kipling_-_O_Homem_que_.html" target="_blank">O homem que queria ser rei &#8211; Rudyard Kipling</a></address>
<address>42. A mão &#8211; Colette</address>
<address>43. Glaudius Dei &#8211; Thomas Mann</address>
<address>44. A honra de Israel Gow &#8211; G. K. Chesterton</address>
<address>45. O altar dos mortos &#8211; Henry James</address>
<address>46. <a href="http://conselheiroacacio.wordpress.com/2008/08/12/o-bilhete-premiado-anton-tchekhov/" target="_blank">Bilhete premiado &#8211; Anton Theckov</a></address>
<address>47. Balas sortidas &#8211; Tennessee Williams</address>
<address>48. Rumo ao ocidente &#8211; Primo Levi</address>
<address>49. O muro &#8211; Jean-Paul Sartre</address>
<address>50. O Hussardo melancólico da legião alemã &#8211; Thomas Hardy</address>
<address>51. O experimento do Dr. Heidegger &#8211; Nathaniel Hawthorne</address>
<address>52. A amável senhora &#8211; D. H. Lawrence</address>
<address>53. <a href="http://www.scribd.com/doc/35895279/August-Strindberg-Meia-Folha-de-Papel-Sagas" target="_blank">Meia folha de papel &#8211; August Strindberg</a></address>
<address>54. <a href="http://www.tirodeletra.com.br/contos/Memnonouasensatezhumana.htm#" target="_blank">Mêmnon ou a sabedoria humana &#8211; Voltaire</a></address>
<address>55. <a href="http://claricelispector.blogspot.com/2008/07/imitao-da-rosa.html" target="_blank">A imitação da rosa &#8211; Clarice Lispector</a></address>
<address>56. O camundongo &#8211; Saki</address>
<address>57. Vinte e seis e uma &#8211; Máximo Gorki</address>
<address>58. O guarda-chuva &#8211; Yasunari Kawabata</address>
<address>59. O elixir do reverendo padre Gaucher &#8211; Alphonse Daudet</address>
<address>60. <a href="http://conselheiroacacio.wordpress.com/2009/01/31/o-fantasma-inexperiente-h-g-wells/" target="_blank">O fantasma inexperiente &#8211; H. G. Wells</a></address>
<address>61. <a href="http://www.scribd.com/doc/48543305/Judas-Iscariotes-Leonid-Andreiev" target="_blank">Judas Iscariotes &#8211; Leonid Andreiév</a></address>
<address>62. <a href="http://www.releituras.com/eapoe_coracao.asp" target="_blank">O coração delator &#8211; Edgar Allan Poe</a></address>
<address>63. <a href="http://sherlockholmesbr.vilabol.uol.com.br/aponte.htm" target="_blank">A ponte Thor &#8211; Arthur Conan Doyle</a></address>
<address>64. O homem que corrompeu Hadleyburg &#8211; Mark Twain</address>
<address>65. A cruzada das crianças &#8211; Marcel Schwob</address>
<address>66. Aventuras de uma negrinha que procurava Deus &#8211; George Bernard Shawn</address>
<address>67. O possível Baldi &#8211; Juan Carlos Onetti</address>
<address>68. <a href="http://www.releituras.com/limabarreto_javanes.asp" target="_blank">O homem que sabia javanês &#8211; Lima Barreto</a></address>
<address>69. Conto azul &#8211; Marguerite Yourcenar</address>
<address>70. <a href="http://www.bestiario.com.br/11_arquivos/totura.html" target="_blank">A tortura da esperança &#8211; Villiers de L&#8217;isle-Adam</a></address>
<address>71. <a href="http://contosbemcontados.blogspot.com/2008/06/o-leproso-da-cidade-de-aosta-xavier-de.html" target="_blank">O leproso da cidade de Aosta &#8211; Xavier de Maistre</a></address>
<address>72. <a href="http://riesemberg.blogspot.com/2009/07/o-sinaleiro-charles-dickens.html" target="_blank">O sinaleiro &#8211; Charles Dickens</a></address>
<address>73. <a href="http://www.scribd.com/doc/66443350/Aleksander-S-Pushkin-O-Tiro" target="_blank">O tiro &#8211; Aleksander Pushkin</a></address>
<address>74. <a href="http://www.releituras.com/guimarosa_margem.asp" target="_blank">A terceira margem do rio &#8211; João Guimarães Rosa</a></address>
<address>75. A pedra que cresce &#8211; Albert Camus</address>
<address>76. <a href="http://www.beatrix.pro.br/index.php/o-marido-padre-conto-provencal-marques-de-sade/" target="_blank">O marido padre &#8211; Marques de Sade</a></address>
<address>77. <a href="http://members.fortunecity.com/gafanhota/defoe.htm" target="_blank">O diabo e o relojoeiro &#8211; Daniel Defoe</a></address>
<address>78. <a href="http://www.slideshare.net/BeVilaBoim/nas-montanhas-da-loucura" target="_blank">Nas montanhas da loucura &#8211; H. P. Lovecraft</a></address>
<address>79. O tenente Gustl &#8211; Arthur Schnitzler</address>
<address>80. <a href="http://www.4shared.com/document/8LaRgOu9/Joseph_Conrad_-_Juventude.html" target="_blank">Juventude &#8211; Joseph Conrad</a></address>
<address>81. O mendigo e a donzela orgulhosa &#8211; Rainer Maria Rilke</address>
<address>82. Um natal &#8211; Truman Capote</address>
<address>83. Rinoceronte e Cortadillo &#8211; Miguel de Cervantes</address>
<address>84. A mão encantada &#8211; Gérard de Nerval</address>
<address>85. <a href="http://tessaaceifeira.com/?p=108" target="_blank">Belfagor, o Arquidiabo &#8211; Nicolau Maquiavel</a></address>
<address>86. A matrona de Éfeso &#8211; Petrônio</address>
<address>87. A greve &#8211; Jack London</address>
<address>88. A gata borralheira &#8211; Irmãos Grimm</address>
<address>89. <a href="http://members.fortunecity.com/gafanhota/perrault.htm" target="_blank">Barba-azul &#8211; Charles Perrault</a></address>
<address>90.<a href="http://www.esquerda.net/media/a_loba.pdf" target="_blank"> A loba &#8211; Giovanni Verga</a></address>
<address>91. Amor e pedagogia &#8211; Miguel de Unamuno</address>
<address>92. <a href="http://www.4shared.com/get/HSk8MX6x/prosper_merimee_-_a_venus_de_i.html" target="_blank">A vênus de Ille &#8211; Prosper Merimée</a></address>
<address>93. <a href="http://www.sophia.bem-vindo.net/tiki-index.php?page=Apuleio+Eros+e+Psique" target="_blank">Amor e psiquê &#8211; Apuleio</a></address>
<address>94. <a href="http://pensador.uol.com.br/fabulas_de_esopo/" target="_blank">A raposa e as uvas &#8211; Esopo</a></address>
<address>95. <a href="http://www.releituras.com/dbuzzati_menu.asp" target="_blank">O aumento &#8211; Dino Buzzati</a></address>
<address>96. <a href="http://tessaaceifeira.com/?p=61" target="_blank">Corcunda recalcitrante &#8211; Anônimo</a></address>
<address>97. <a href="http://singrandohorizontes.wordpress.com/2009/07/21/washington-irving-rip-van-winkle/" target="_blank">Rip Van Winkle &#8211; Washington Irving</a></address>
<address>98. <a href="http://pt.scribd.com/doc/35921963/J-D-Salinger-Um-Dia-Ideal-Para-Os-Peixes-banana" target="_blank">Um dia perfeito para peixes-banana &#8211; J. D. Salinger</a></address>
<address>99. <a href="http://contosbemcontados.blogspot.com/2008/06/o-dente-quebrado-pedro-emlio-coll.html" target="_blank">O dente quebrado &#8211; Pedro Emilio Coll</a></address>
<address>100. <a href="http://www.google.com/url?sa=t&amp;rct=j&amp;q=&amp;esrc=s&amp;source=web&amp;cd=26&amp;ved=0CMYBEBYwGQ&amp;url=https%3A%2F%2Fdocs.google.com%2Fleaf%3Fid%3D0B0rwVJWXNJD_NDljMDMwYmYtYTkwYi00MDhmLTk0MTAtOTM4NGEyZWY3ZjYy%26sort%3Dname%26layout%3Dlist%26pid%3D0B0rwVJWXNJD_NWY2OTg5NTctYTI5MS00Y2Q0LTk4NGEtN2U4MGQ5MzIwYzFh%26cindex%3D24&amp;ei=QDjUTo_qJsHlggfG-dixAQ&amp;usg=AFQjCNEGWxQJCCg7rdUYUTGAUNFLST1ToA&amp;sig2=W2eEJ0qtmYwk6KKMT3aMDg" target="_blank">O cair da noite &#8211; Isaac Asimov</a></address>
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		<pubDate>Sun, 22 May 2011 14:49:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;As palavras me perseguem, Me alcançam, me tomam. As palavras não são minhas; Eu sou a voz, as mãos O brinquedo, a máquina, a arma Das palavras. Sou animal selvagem, criança indefesa, Sem as palavras. As palavras me domam.&#8221; Filed under: Poesia<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3163&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;As palavras me perseguem,<br />
Me alcançam, me tomam.<br />
As palavras não são minhas;<br />
Eu sou a voz, as mãos<br />
O brinquedo, a máquina, a arma<br />
Das palavras.<br />
Sou animal selvagem, criança indefesa,<br />
Sem as palavras.<br />
As palavras me domam.&#8221;</p>
<br />Filed under: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/poesia/'>Poesia</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3163/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3163/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3163/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3163/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3163/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3163/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3163/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3163/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3163&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Cláudio</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Lamento Drummondiano</title>
		<link>http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/05/18/lamento-drummondiano/</link>
		<comments>http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/05/18/lamento-drummondiano/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 18 May 2011 22:25:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Na metade do caminho eu vi uma flor eu vi uma flor na metade do caminho eu vi uma flor na metade do caminho anos arrastados pés calejados tez queimada pensamento carcomido obrigação resignada corpo consumido esperança&#8230; Como esquecer a flor? Eu a vi&#8230; - Vã esperança! Na metade do caminho. Filed under: Poesia<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3157&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na metade do caminho eu vi uma flor</p>
<p>eu vi uma flor na metade do caminho</p>
<p>eu vi uma flor</p>
<p>na metade do caminho</p>
<p>anos arrastados</p>
<p>pés calejados</p>
<p>tez queimada</p>
<p>pensamento carcomido</p>
<p>obrigação resignada</p>
<p>corpo consumido</p>
<p>esperança&#8230;</p>
<p>Como esquecer a flor?</p>
<p>Eu a vi&#8230;</p>
<p>- Vã esperança!</p>
<p>Na metade do caminho.</p>
<br />Filed under: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/poesia/'>Poesia</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3157/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3157/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3157/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3157/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3157/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3157/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3157/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3157/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3157/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3157/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3157/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3157/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3157/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3157/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3157&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Cláudio</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Meu caminho</title>
		<link>http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/05/14/meu-caminho/</link>
		<comments>http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/05/14/meu-caminho/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 15 May 2011 00:54:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu caminho é um pedaço de chão. Um qualquer lugar incomum; Impreciso porque destino Imprevisto. Imperioso porque fatal; Indeciso, O meu caminho&#8230; Filed under: Poesia<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3155&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu caminho é um pedaço de chão.<br />
Um qualquer lugar incomum;<br />
Impreciso porque destino<br />
Imprevisto.<br />
Imperioso porque fatal;<br />
Indeciso,<br />
O meu caminho&#8230;</p>
<br />Filed under: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/poesia/'>Poesia</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3155/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3155/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3155/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3155/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3155/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3155/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3155/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3155/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3155/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3155/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3155/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3155/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3155/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3155/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3155&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Cláudio</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Lembrando de Torquato Neto</title>
		<link>http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/05/10/lembrando-de-torquato-neto/</link>
		<comments>http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/05/10/lembrando-de-torquato-neto/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 10 May 2011 14:42:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís</dc:creator>
				<category><![CDATA[Músicas]]></category>
		<category><![CDATA[Gal Costa]]></category>
		<category><![CDATA[Gilberto Gil]]></category>
		<category><![CDATA[Torquato Neto]]></category>

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		<description><![CDATA[Três da Madrugada três da madrugada quase nada a cidade abandonada e essa rua que não tem mais fim três da madrugada tudo e nada a cidade abandonada e essa rua não tem mais nada de mim nada noite, alta madrugada essa cidade que me guarda que me mata de saudade é sempre assim triste [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3147&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=13389UquLZ0"><strong>Três da Madrugada</strong></a></p>
<p>três da madrugada<br />
quase nada<br />
a cidade abandonada<br />
e essa rua que não tem mais fim<br />
três da madrugada<br />
tudo e nada<br />
a cidade abandonada<br />
e essa rua não tem mais nada de mim<br />
nada<br />
noite, alta madrugada<br />
essa cidade que me guarda<br />
que me mata de saudade<br />
é sempre assim<br />
triste madrugada<br />
tudo e nada<br />
a mão fria, a mão gelada<br />
toca bem de leve em mim<br />
saiba<br />
meu pobre coração não vale nada<br />
pelas três da madrugada<br />
toda a palavra calada<br />
dessa rua da cidade<br />
que não tem mais fim<br />
que não tem mais fim<br />
que não tem mais fim</p>
<p><a href="http://grooveshark.com/s/Todo+Dia+Dia+D/3IeVpQ?src=5"><strong>Todo Dia é Dia D</strong></a></p>
<p>desde que saí de casa<br />
trouxe a viagem de volta<br />
gravada na minha mão<br />
enterrada no umbigo<br />
dentro e fora assim comigo<br />
minha própria condução<br />
todo dia é dia dela<br />
pode não ser, pode ser<br />
abro a porta e a janela<br />
todo dia é dia d<br />
há urubus no telhado<br />
e a carne seca é servida<br />
escorpião encravado<br />
na sua própria ferida<br />
não escapa, só escapo<br />
pela porta da saída<br />
todo dia é mesmo dia<br />
de amar-te, de a morte morrer<br />
todo dia é mais dia, menos dia<br />
é dia é dia d</p>
<br />Filed under: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/musicas/'>Músicas</a> Tagged: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/tag/gal-costa/'>Gal Costa</a>, <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/tag/gilberto-gil/'>Gilberto Gil</a>, <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/tag/torquato-neto/'>Torquato Neto</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3147/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3147/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3147/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3147&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">luisrcst</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>QUANDO TUDO TERMINA</title>
		<link>http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/04/20/quando-tudo-termina-2/</link>
		<comments>http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/04/20/quando-tudo-termina-2/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 20 Apr 2011 20:30:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Zé Perestrelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[QUANDO TUDO TERMINA   Quando tudo termina, as novas da vida é o repetir dos erros na ilusão da rotina, quando tudo termina   Quando tudo termina, tudo em suspenso a roda gira em falso vira e então patina, quando tudo termina   Quando tudo termina, o fundo do poço e o consolo da moça [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3141&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><em>QUANDO TUDO TERMINA</em></p>
<p align="center"><em> </em></p>
<p align="center"><em>Quando tudo termina,</em></p>
<p align="center"><em>as novas da vida</em></p>
<p align="center"><em>é o repetir dos erros</em></p>
<p align="center"><em>na ilusão da rotina,</em></p>
<p align="center"><em>quando tudo termina</em></p>
<p align="center"><em> </em></p>
<p align="center"><em>Quando tudo termina,</em></p>
<p align="center"><em>tudo em suspenso</em></p>
<p align="center"><em>a roda gira em falso</em></p>
<p align="center"><em>vira e então patina,</em></p>
<p align="center"><em>quando tudo termina</em></p>
<p align="center"><em> </em></p>
<p align="center"><em>Quando tudo termina,</em></p>
<p align="center"><em>o fundo do poço</em></p>
<p align="center"><em>e o consolo da moça</em></p>
<p align="center"><em>à venda ali na esquina,</em></p>
<p align="center"><em>quando tudo termina</em></p>
<p align="center"><em> </em></p>
<p align="center"><em>Quando tudo termina,</em></p>
<p align="center"><em>o espelho do narciso</em></p>
<p align="center"><em>é o avesso da vaidade</em></p>
<p align="center"><em>na água da latrina,</em></p>
<p align="center"><em>quando tudo termina</em></p>
<p align="center"><em> </em></p>
<p align="center"><em>Quando tudo termina,</em></p>
<p align="center"><em>a vida em espiral</em></p>
<p align="center"><em>se esvai tal qual água</em></p>
<p align="center"><em>no ralo da piscina,</em></p>
<p align="center"><em>quando tudo termina</em></p>
<p align="center"><em> </em></p>
<p align="center"><em>Quando tudo termina,</em></p>
<p align="center"><em>o que se quer, aprende;</em></p>
<p align="center"><em>mas o tempo é mestre,</em></p>
<p align="center"><em>mata enquanto ensina,</em></p>
<p align="center"><em>quando tudo termina</em></p>
<p align="center"><em> </em></p>
<p align="center"><em>Quando tudo termina,</em></p>
<p align="center"><em>a história sem fuzil</em></p>
<p align="center"><em>a tropa sem comando</em></p>
<p align="center"><em>a marcha sem botina,</em></p>
<p align="center"><em>quando tudo termina</em></p>
<p align="center"><em> </em></p>
<p align="center"><em>Quando tudo termina,</em></p>
<p align="center"><em>não há dor que caiba</em></p>
<p align="center"><em>em qualquer poema</em></p>
<p align="center"><em>na métrica ou na rima,</em></p>
<p align="center"><em>quando tudo termina</em></p>
<p style="text-align:center;">
<br />Filed under: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/poesia/'>Poesia</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3141/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3141/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3141/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3141&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Zé Perestrelo</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Sequência final de Solaris (Tarkovski)</title>
		<link>http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/04/03/sequencia-final-de-solaris-tarkovski/</link>
		<comments>http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/04/03/sequencia-final-de-solaris-tarkovski/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 03 Apr 2011 18:07:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Sobretudo sobre tudo!]]></category>

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		<description><![CDATA[Filed under: Filmes, Sobretudo sobre tudo!<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3129&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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	</item>
		<item>
		<title>Créditos iniciais&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Apr 2011 17:49:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobretudo sobre tudo!]]></category>

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		<description><![CDATA[Grease Filed under: Sobretudo sobre tudo!<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3127&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<p>Grease</p>
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			<media:title type="html">Cláudio</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Muriaé</title>
		<link>http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/03/20/muriae/</link>
		<comments>http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/03/20/muriae/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 21 Mar 2011 00:24:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu quero me mandar pro mato; Pescar lambari, nadar no riacho E procurar sem achar, Onofre, Vicente, Joaquim, Sebastião, Margarida, Teca, Osvaldo, Cristovão, Jorge Manoel e Graça Num lugar que não existe mais&#8230; Paraíso perdido nas GERAES. Filed under: Poesia<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3123&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>Eu quero me mandar pro mato;<br />
Pescar lambari, nadar no riacho<br />
E procurar sem achar,<br />
Onofre, Vicente, Joaquim,<br />
Sebastião, Margarida,<br />
Teca, Osvaldo, Cristovão,<br />
Jorge Manoel e Graça<br />
Num lugar que não existe mais&#8230;<br />
Paraíso perdido nas GERAES.</div>
<br />Filed under: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/poesia/'>Poesia</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3123/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3123/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3123/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3123&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Cláudio</media:title>
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		<item>
		<title>o remorso de baltazar serapião</title>
		<link>http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/03/04/o-remorso-de-baltazar-serapiao/</link>
		<comments>http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/03/04/o-remorso-de-baltazar-serapiao/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 04 Mar 2011 13:12:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís</dc:creator>
				<category><![CDATA[livros e mais leituras]]></category>
		<category><![CDATA[valter hugo mãe]]></category>

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		<description><![CDATA[um a voz das mulheres estava sob a terra, vinha de caldeiras fundas onde só diabo e gente a arder tinham destino. a voz das mulheres, perigosa e burra, estava abaixo de mugido e atitude da nossa vaca, a sarga, como lhe chamávamos. mal tolerados por quantos disputavam habitação naqueles ermos, batíamos os cascos em [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3119&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="alignnone" src="http://autoreselivros.files.wordpress.com/2011/01/capa2bbrasil2bremorso2bbaltazar2bserapiao2bvalter2bhugo2bmae.jpg?w=267&#038;h=400&#038;h=400" alt="" width="267" height="400" /></p>
<p style="text-align:center;"><strong>um</strong></p>
<p>a voz das mulheres estava sob a terra, vinha de caldeiras fundas onde só diabo e gente a arder tinham destino. a voz das mulheres, perigosa e burra, estava abaixo de mugido e atitude da nossa vaca, a sarga, como lhe chamávamos.</p>
<p>mal tolerados por quantos disputavam habitação naqueles ermos, batíamos os cascos em grandes trabalhos e estávamos preparados, sem saber, para desgraças absolutas ao tamanho de bichos desumanos. tamanho de gado, aparentados de nossa vaca, reunidos em família como pecadores de uma mesma praga. maleita nossa, nós, reunidos em família, haveríamos de nos destituir lentamente de toda a pouca normalidade.</p>
<p>abríamos os olhos pirilampos à fraca luz da vela, porque a sarga mugia noite inteira quando havia tempestade. dava-lhe frio e aflição de barulhos. era pesado que nos preocupássemos com a sua tristeza, se havia algo na sua voz que nos referia, como se soubesse nosso nome, como se, por motivo perverso algum, nos fosse melódico o seu timbre e nos fizesse sentido a medida da sua dor. por isso, custava deixá-la sem retorno, sem aviso de que a má disposição das nuvens era fúria de passagem.</p>
<p>com vento a bater nos tapumes da janela mal coberta, água a inundar esterco no chão, velha, ela ficava à espera de que algo repusesse o dia e a libertasse para o campo, a fazer nada senão comer erva, vendo-nos labor ininterrupto. nós não dormíamos, ficávamos a fustigar o sono com dores de cabeça, martírios horas e horas. o aldegundes, que se levantava para a tentar acalmar, falava-lhe e prometia-lhe tudo. o meu pai dizia que, a ele, a sarga o confundia mais na ideia de família, se nascera com ela ali e, já eu um irmão muito mais velho, haveria de ser em perigo que o aldegundes se deixaria com ela em brincadeiras. que tempo de crescer o de uma criança, exclamávamos, com uma vaca pela mão em companhia, conversas a sério como se fosse entre gente, e a gostar dela como se gosta das pessoas, ou mais do que das pessoas todas, dizia ele, só algumas é que não, como a mãe, o pai, o irmão e a irmã. assim ela acalmava um pouco à voz infantil dele e nós adormecíamos instantes, mas voltávamos a acordar com a trovoada, embatendo nítida sobre a nossa casa tão pequena, e com o gemido abafado da bicha que recomeçava.</p>
<p>nós éramos os sargas, o aldegundes sarga, dos sargas, diziam. ele é sarga, é dos sargas cara chapada. nada éramos os serapião, nome da família, e já nos desimportávamos com isso. dizia o meu pai, o povo simplifica tudo e a nós veem-nos com a vaca e lembram-se dela, que é mais fácil para se lembrarem de nós e nos identificarem. a vaca era a nossa grande história, pensava eu, como haveria de nos apelidar a todos e servir de tema de conversa quando perguntavam pela mãe, pelo pai, perguntavam pela vaca, magra, feia, tonta da cabeça, sempre pronta a morrer sem morrer. e riam-se assim com o nosso disparate de ter um animal tão tratado como família, e não entendiam muito bem. não fazia mal, achávamos que éramos muito lúcidos, e adorávamos a sarga, mesmo nas noites de tempestade quando se amedrontava e nos obrigava a acordar. o aldegundes vinha dizer-nos que ela tinha água nas patas e que em pressas se devia varrer dali inundação que lhe dava medo, e ele não reparava que também se sujara nos pés e fedia, enquanto cheirávamos e agoniávamos de tormento sem mais sono.</p>
<p>o meu pai pagava ainda a ousadia de se chamar afonso. afonso segundo um rei, mas sobretudo em semelhança ao senhor da casa a que servíamos. uma ousadia disparatada, um sarga chamado afonso, um verdadeiro familiar da vaca como se viesse de rei. quem não tinha do que se honrar, que diabo honraria aludindo a tal nome, perguntavam as pessoas ocupadas com nossa vida. dom afonso, o da casa, era-o por herança e vinha mesmo das famílias de sua majestade, com um sangue bom que alastrava por toda a sua linhagem. nobres senhores do país, terras a perder de vista, vassalos poderosos, gente esperta das coisas do nosso mundo e de todos os mundos vedados. por isso, esqueciam-se quase sempre de que ele, o meu pai, se chamava afonso, e só lhe chamavam sarga, o da sarga, como ele e ela, como um casal. à minha mãe chegavam a dizer que fora à vaca que ele fizera os filhos, e ela revoltava-se. era sempre ela quem barafustava furiosa até que o meu pai viesse e impusesse o juízo e a calma. o meu pai entrava em casa muito tarde, quando estávamos recolhidos à luz da fogueira, e era feito silêncio para que aliviasse o cansaço e pedisse o que lhe aprouvesse. normalmente, tínhamos refeição da noite, jantar quente com vantagens sobre o desamparo da nossa condição social, e escutávamos as impressões do dia, as instruções para o que viria, e os votos de boa noite. por vezes, eu podia perguntar coisas. em noites de maior paz, faria perguntas sobre as mulheres e as promessas do corpo delas feitas ao desalento do nosso corpo de homens. e deixaríamos coisas ditas no ar, para continuar interminavelmente. eram coisas que se suspendiam sobre nós, como roupa a secar, e com que nos deparávamos mais tarde, como se lhes batêssemos com a cabeça numa distração qualquer, quando o trabalho era satisfeito e o tempo se permitia preciosamente ao convívio. o meu pai, o sarga, dizia-me que, se pudera pacificamente chamar-se afonso, sentiria maior felicidade. recordava os meus avós e jurava que chegaram a ter uma pequena terra só deles, escondida num muro à inveja dos trepadores e cultivada de legumes para servir uma fome só da família. era uma terra bonita de vistas, abençoada de fertilidade, calma de vento e cheia de furos de água. bebíamos e comíamos da nossa terra, lembro-me, contava o meu pai, era muito pequeno, como o aldegundes, e tudo ali nos bastava, como tínhamos galinhas e coelhos e o casal de porcos a fazer uma ninhada de leitões para cada ano, e era verdade que ninguém nos incomodava ou se acercava da nossa discrição. estávamos ali esquecidos para bem do nosso sossego. o meu pai sossegava e recolhia-se à cama, onde a minha mãe já se recolhera, a pedido de autorização, aliviada do peso do corpo em cima do pé torto, coçando longamente as pernas da comichão que lhe dava, atenta para acordar bem cedo na manhã seguinte.</p>
<p>quando chovia noite inteira era o pior. o aldegundes, fraco, um repolho de gente quase a querer ser homem, era descarnado e enfezado de altura e largura. que haveria de poder ele quando a sarga estava mais assustada e escutava menos as suas palavras. imaginava eu que ela assustada quisesse fugir para onde conhecesse mais seguro, soubéramos nós o que ela soubesse e talvez se acalmasse em algum lugar. mas, sem diálogo, ela ali ficava a debater-se com o coração aos saltos e o aldegundes choramingando súplicas, o meu pai infinitamente paciente, abdicado de descanso pela vaca, e eu sempre fazendo conta à atenção que lhe era dada, uma permissão desmedida no prejuízo das nossas noites. o aldegundes apossava-se do corpo da sarga pela cabeça, mas era verdade que ela era tonta, como fosse destituída da pouca inteligência que as vacas podiam ter. não tinha nem uma, o mais que fazia era reconhecer-nos e gostar de nós, isso sentíamos, e mais do que isso, nada. entornava os recipientes, perdia os caminhos, batia com o focinho nas paredes, enganada das portas. mas o aldegundes lá lhe esfregava a cabeça, olhos nos olhos, na escuridão. punha vela a arder protegida e queria muito não demorar. mas água que entrava era desordenada e cruel. e era certo que seria o que mais assustava a sarga, por isso ele se dava ao trabalho de varrer cuidadosamente tudo, porta aberta ao campo a enxotar esterco lá para fora, a vaca detida pela corda ao pescoço.</p>
<p>o meu pai levantou-se sem que a irritação lhe turvasse os sentidos. levou vela a juntar à do aldegundes e não se ouviu mais nada. a sarga calou-se de sossego e sono, especada na noite como uma coisa que só parecesse ser ela sem o ser. era como um objeto, sem voz nem movimento, disposto para o tempo da noite sem serventia nem mais nada. e nós adormecemos também, espantados com a obediência ao meu pai, discernido superiormente sobre todas as coisas da nossa vida.</p>
<p>(&#8220;o remorso de baltazar serapião&#8221;, de valter hugo mãe)</p>
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		<title>Sons lusos 2</title>
		<link>http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/02/24/sons-lusos-2/</link>
		<comments>http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/02/24/sons-lusos-2/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 24 Feb 2011 23:47:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís</dc:creator>
				<category><![CDATA[Músicas]]></category>
		<category><![CDATA[peixe : avião]]></category>

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		<description><![CDATA[só num pé testei o equilíbrio duma corda que molhada ardeu andei pela muralha de um quintal caí numa falha falsa de um degrau pudera saber levitar e assim fugir desta casca que sufoca deitei-me debaixo do teu arfante paladar um viciado eleito que nada pôde fazer fui lacrado em vinil por beijos de embalar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3113&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="510" height="408"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/e/eYAVxdG7nt4"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/e/eYAVxdG7nt4" type="application/x-shockwave-flash" width="510" height="408" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>só num pé testei o equilíbrio<br />
duma corda que molhada ardeu</p>
<p>andei pela muralha de um quintal<br />
caí numa falha falsa de um degrau</p>
<p>pudera saber levitar e assim fugir<br />
desta casca que sufoca</p>
<p>deitei-me debaixo do teu arfante paladar<br />
um viciado eleito que nada pôde fazer</p>
<p>fui lacrado em vinil por beijos de embalar<br />
uma ratoeira cega prende sem olhar a quem seja</p>
<p>na ponta da língua mel em chama<br />
bifurcada solta enganos mil</p>
<p>tenho linha e um botão a mim cosidos<br />
que me prendem e não me soltarão</p>
<p>quero de volta o pulso e a alegria de escutar<br />
uma palavra solta, adocicada e cruel</p>
<p>fui lacrado em vinil por beijos de enganar<br />
acorrentado e preso fico quieto e sempre à espera</p>
<p>como barro em mão alheia<br />
lama de moldar</p>
<br />Filed under: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/musicas/'>Músicas</a> Tagged: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/tag/peixe-aviao/'>peixe : avião</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3113/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3113&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Sons lusos</title>
		<link>http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/02/24/sons-lusos/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 Feb 2011 18:13:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís</dc:creator>
				<category><![CDATA[Músicas]]></category>
		<category><![CDATA[Deolinda]]></category>

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		<description><![CDATA[Filed under: Músicas Tagged: Deolinda<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3109&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="510" height="312"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/e/Qxv9s3PTIzY"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/e/Qxv9s3PTIzY" type="application/x-shockwave-flash" width="510" height="312" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/02/24/sons-lusos/"><img src="http://img.youtube.com/vi/K9K86B4v3g8/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<br />Filed under: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/musicas/'>Músicas</a> Tagged: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/tag/deolinda/'>Deolinda</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3109/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3109&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>ricochete e blaublau</title>
		<link>http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/02/22/ricochete-e-blaublau/</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Feb 2011 01:52:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jorgeeliasjr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobretudo sobre tudo!]]></category>

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		<description><![CDATA[Filed under: Sobretudo sobre tudo!<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3107&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/02/22/ricochete-e-blaublau/"><img src="http://img.youtube.com/vi/dHiJATEWHUA/2.jpg" alt="" /></a></span>
<br />Filed under: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/sobretudo-sobre-tudo/'>Sobretudo sobre tudo!</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3107/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3107/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3107/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3107/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3107/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3107/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3107/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3107/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3107/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3107/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3107/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3107/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3107/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3107/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3107&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>1001/224 &#8211; Don McLean</title>
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		<comments>http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/02/18/1001224-don-mclean/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 18 Feb 2011 20:52:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jorgeeliasjr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobretudo sobre tudo!]]></category>

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		<description><![CDATA[Don McLean &#8211; American Pie (1971) Quando Buddy Holly morreu num acidente aéreo, em fevereiro de 1959, Don McLean era um entregador de jornais de 13 anos. As manchetes que ele leu plantaram as sementes para sua melhor música, um épico de oito minutos e meio que chegou ao primeiro lugar das paradas americanas e, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3104&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Don McLean &#8211; American Pie (1971)</p>
<p><img src="http://www.zicabloc.com/wp-content/uploads/2010/09/don_mclean_american_pie.jpg" alt="" width="491" height="491" /></p>
<p>Quando Buddy Holly morreu num acidente aéreo, em fevereiro de 1959, Don McLean era um entregador de jornais de 13 anos. As manchetes que ele leu plantaram as sementes para sua melhor música, um épico de oito minutos e meio que chegou ao primeiro lugar das paradas americanas e, por sua duração e referências obscuras &#8211; no estilo de Bob Dylan, Mick Jagger e os Beatles &#8211; pode ser visto como uma elegia aos anos 60.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/02/18/1001224-don-mclean/"><img src="http://img.youtube.com/vi/uAsV5-Hv-7U/2.jpg" alt="" /></a></span>
<br />Filed under: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/sobretudo-sobre-tudo/'>Sobretudo sobre tudo!</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3104/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3104/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3104/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3104/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3104/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3104/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3104/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3104/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3104/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3104/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3104/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3104/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3104/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3104/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3104&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>300br/11 &#8211; Emilinha Borba</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Feb 2011 20:42:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jorgeeliasjr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobretudo sobre tudo!]]></category>

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		<description><![CDATA[Filed under: Sobretudo sobre tudo!<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3102&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://300discos.files.wordpress.com/2009/02/011-emilinhaborba-emilinhaborba.jpg?w=300" border="0" alt="" /></p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/02/18/300br11-emilinha-borba/"><img src="http://img.youtube.com/vi/Xqyg3GflUfM/2.jpg" alt="" /></a></span>
<br />Filed under: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/sobretudo-sobre-tudo/'>Sobretudo sobre tudo!</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3102/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3102/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3102/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3102/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3102/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3102/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3102/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3102/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3102/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3102/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3102/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3102/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3102/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3102/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3102&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>1001/223 &#8211; Dolly Parton</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Feb 2011 20:13:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jorgeeliasjr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Coat of Many Colors (1971) Coat of a Many Colors é um modelo de economia. Suas 10 canções duram menos de 30 minutos e os sentimentos expressados contribuíram para reafirmar os valores de uma classe de trabalhadores rurais brancos que se achava cada vez mais alienada pelo pop e pelo rock. A capa do álbum, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3100&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Coat of Many Colors (1971)</strong></p>
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<p>Coat of a Many Colors é um modelo de economia. Suas 10 canções duram menos de 30 minutos e os sentimentos expressados contribuíram para reafirmar os valores de uma classe de trabalhadores rurais brancos que se achava cada vez mais alienada pelo pop e pelo rock. A capa do álbum, que traz o retrato de uma menina num tipo de pintura muito popular antes de surgir a fotografia, mais uma vez reflete as raízes de Parton. O público já amava Dolly, mas Coat Of Many Colors ganhou a simpatia dos críticos, que perceberam estar lidando com uma cantora e compositora de grande talento.</p>
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		<title>Algo que você precisa saber</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Feb 2011 19:21:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jorgeeliasjr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[título original: (Quelque Chose à te Dire) lançamento: 2009 (França) direção:Cécile Telerman atores:Mathilde Seigner, Pascal Elbé, Olivier Marchal, Charlotte Rampling. duração: 100 min 04023760D8914366.jhtm?who=0 Filme interessante. Não sei se já saiu ou não entrou em cartaz, peguei uma sessão do clube do professor. Gostei. Filed under: Filmes<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3097&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>título original:</strong> (Quelque Chose à te Dire)</p>
<p><strong>lançamento:</strong> 2009 (França)</p>
<p><strong>direção:</strong>Cécile Telerman</p>
<p><strong>atores:</strong>Mathilde Seigner, Pascal Elbé, Olivier Marchal, <a href="http://www.adorocinema.com/atores/charlotte-rampling">Charlotte Rampling</a>.</p>
<p><strong>duração:</strong> 100 min</p>
<p><a href="http://cinema.uol.com.br/ultnot/multi/2009/10/01/04023760D8914366.jhtm?who=0">04023760D8914366.jhtm?who=0</a></p>
<p>Filme interessante. Não sei se já saiu ou não entrou em cartaz, peguei uma sessão do clube do professor. Gostei.</p>
<br />Filed under: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/filmes/'>Filmes</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3097/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3097/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3097/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3097/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3097/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3097/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3097/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3097/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3097/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3097/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3097/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3097/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3097/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3097/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3097&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>1001/222 &#8211; Elton John</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Feb 2011 00:39:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jorgeeliasjr</dc:creator>
				<category><![CDATA[1001 discos]]></category>
		<category><![CDATA[Músicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Madman Across The Water (1971) A melhor canção do álbum está no início: &#8220;Tiny Dancer&#8221;, em que Bernie Taupin fala sobre sua primeira mulher, Maxine Feilbelman. Esta música e outra balada &#8211; a lírica mas obscura &#8220;Levon&#8221; &#8211; entraram na lista dos 40 singles mais vendidos dos Estados Unidos &#8211; um feito, já que têm [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3093&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Madman Across The Water (1971)</strong></p>
<p><img src="http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSNBAm2hFxQjYqIzvmBnj6c61LNd4nJ7cLKhtG9aH4LdFEXZkD_IA" alt="" width="225" height="224" /></p>
<p>A melhor canção do álbum está no início: &#8220;Tiny Dancer&#8221;, em que Bernie Taupin fala sobre sua primeira mulher, Maxine Feilbelman. Esta música e outra balada &#8211; a lírica mas obscura &#8220;Levon&#8221; &#8211; entraram na lista dos 40 singles mais vendidos dos Estados Unidos &#8211; um feito, já que têm uma duração pouco comercial.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/02/17/1001222-elton-john/"><img src="http://img.youtube.com/vi/y4pwSLptqbM/2.jpg" alt="" /></a></span>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/02/17/1001222-elton-john/"><img src="http://img.youtube.com/vi/5lXOuZgm_eY/2.jpg" alt="" /></a></span>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/02/17/1001222-elton-john/"><img src="http://img.youtube.com/vi/1vvRN09HZ_4/2.jpg" alt="" /></a></span>
<br />Filed under: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/musicas/1001-discos/'>1001 discos</a>, <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/musicas/'>Músicas</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3093/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3093/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3093/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3093/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3093/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3093/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3093/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3093/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3093/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3093/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3093/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3093/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3093/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3093/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3093&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Crônica de uma morte anunciada</title>
		<link>http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/02/17/cronica-de-uma-morte-anunciada/</link>
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		<pubDate>Thu, 17 Feb 2011 14:46:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>jorgeeliasjr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobretudo sobre tudo!]]></category>

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		<description><![CDATA[Título melhor que a obra. Serviu bem para um momento de desesperada solidão e culpa. Leitura fácil e rápida. Publicado originalmente em capítulos, em certo jornal português. Filed under: Sobretudo sobre tudo!<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3088&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRqdW02xPgrra6435x5NgqJFyOLmExOs1s4hdgB-LmMGpL_2bxu" alt="" width="181" height="279" /></p>
<p>Título melhor que a obra. Serviu bem para um momento de desesperada solidão e culpa. Leitura fácil e rápida. Publicado originalmente em capítulos, em certo jornal português.</p>
<br />Filed under: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/sobretudo-sobre-tudo/'>Sobretudo sobre tudo!</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3088/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3088/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3088/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3088/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3088/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3088/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3088/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3088/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3088/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3088/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3088/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3088/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3088/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3088/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3088&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>La strada</title>
		<link>http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/02/09/la-strada/</link>
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		<pubDate>Wed, 09 Feb 2011 13:17:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Hic!]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu queria falar sobre 2010. Sobre 2009; sobre 2008&#8230; Bem, chega de saudade! Estamos em fevereiro, o carnaval se aproxima. Minha rotina &#8220;estradeira&#8221; recomeçou. Apenas escrevo porque não há nenhum registro desde o dia 19 de janeiro. Não desanimem! Filed under: Hic!<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3085&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu queria falar sobre 2010. Sobre 2009; sobre 2008&#8230; Bem, chega de saudade! Estamos em fevereiro, o carnaval se aproxima. Minha rotina &#8220;estradeira&#8221; recomeçou. Apenas escrevo porque não há nenhum registro desde o dia 19 de janeiro. Não desanimem!</p>
<br />Filed under: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/sobretudo-sobre-tudo/hic/'>Hic!</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3085/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3085/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3085/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3085/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3085/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3085/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3085/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3085/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3085/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3085/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3085/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3085/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3085/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3085/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3085&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O bom de 2010 &#8211; a surpresa maravilha</title>
		<link>http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/01/19/o-bom-de-2010-a-surpresa-maravilha/</link>
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		<pubDate>Wed, 19 Jan 2011 13:37:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>patricia</dc:creator>
				<category><![CDATA[shows]]></category>

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		<description><![CDATA[Não tivesse o show sido excelente, valeria pela participação da Elke, uma grande surpresa para mim. Figura interessantíssima, única que não cantou Itamar, cantou para ele, o que ele gostava de ouvir com ela. Ela  voltou no final e foi muito difícil tirar-lhe  o microfone, aliás,  se não me engano, apagaram-se as luzes e ela [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3077&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/01/19/o-bom-de-2010-a-surpresa-maravilha/"><img src="http://img.youtube.com/vi/eTdCT-4noXU/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Não tivesse o show sido excelente, valeria pela participação da Elke, uma grande surpresa para mim. Figura interessantíssima, única que não cantou Itamar, cantou para ele, o que ele gostava de ouvir com ela. Ela  voltou no final e foi muito difícil tirar-lhe  o microfone, aliás,  se não me engano, apagaram-se as luzes e ela saiu com ele.</p>
<br />Filed under: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/musicas/shows/'>shows</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3077/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3077/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3077/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3077/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3077/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3077/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3077/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3077/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3077/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3077/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3077/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3077/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3077/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3077/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3077&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O bom de 2010 &#8211; Karina Buhr</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Jan 2011 13:29:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>patricia</dc:creator>
				<category><![CDATA[shows]]></category>

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		<description><![CDATA[Ainda a homenagem a Itamar. Filed under: shows<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3073&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/01/19/o-bom-de-2010-karina-buhr/"><img src="http://img.youtube.com/vi/Xw5_3qYJGzM/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Ainda a homenagem a Itamar.</p>
<br />Filed under: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/musicas/shows/'>shows</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3073/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3073/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3073/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3073/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3073/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3073/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3073/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3073/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3073/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3073/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3073/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3073/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3073/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3073/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3073&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>O bom de 2010 &#8211; homenagem a Itamar Assumpção</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Jan 2011 13:27:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>patricia</dc:creator>
				<category><![CDATA[shows]]></category>

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		<description><![CDATA[  Chegamos de Visconde direto para esse show &#8211; Caixa Preta &#8211; em homenagem a Itamar Assumpção, no Sesc Pompéia. O projeto incluia uma série de shows, com dois artistas a cada dia. Nesse dia pegamos Anelis e Karina Buhr. O show da Anelis foi bastante tocante, uma homenagem mesmo ao pai, havia todo um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3069&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/01/19/o-bom-de-2010-homenagem-a-itamar-assumpcao/"><img src="http://img.youtube.com/vi/YtdCewqv_1o/2.jpg" alt="" /></a></span>  Chegamos de Visconde direto para esse show &#8211; Caixa Preta &#8211; em homenagem a Itamar Assumpção, no Sesc Pompéia. O projeto incluia uma série de shows, com dois artistas a cada dia. Nesse dia pegamos Anelis e Karina Buhr. O show da Anelis foi bastante tocante, uma homenagem mesmo ao pai, havia todo um clima de  saudade, carinho, que ficou ainda mais especial com a participação de Serena Assumpção e Arrigo Barnabé.</p>
<p>O da Karina foi muito, muito bom. Ela interpretou Itamar, deu seu toque. Contou com a participação de Denise Assumpção e um show à parte de Elke Maravilha.</p>
<br />Filed under: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/musicas/shows/'>shows</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3069/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3069/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3069/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3069/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3069/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3069/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3069/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3069/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3069/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3069/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3069/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3069/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3069/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3069/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3069&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>balanço 2010</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Jan 2011 12:55:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>patricia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sobretudo sobre tudo!]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma chuva torrencial acompanhou minha entrada nesse ano que passou. Choveu muito também na despedida do ano, mas mal me dei conta. Não queria sair, ver fogos. Apreensão. Aquela sensação de que algo, sobre o que não tenho qualquer controle, poderia acontecer e estragar tudo. Não aconteceu. Família e amigos em ambos os momentos, cenário [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3067&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma chuva torrencial acompanhou minha entrada nesse ano que passou. Choveu muito também na despedida do ano, mas mal me dei conta. Não queria sair, ver fogos. Apreensão. Aquela sensação de que algo, sobre o que não tenho qualquer controle, poderia acontecer e estragar tudo. Não aconteceu. Família e amigos em ambos os momentos, cenário perfeito, mas o frio  na barriga ali, pondo minha existência, essência de lado. Bobagem. Nos últimos anos <em>sou</em> <em>pra depois</em>, passei a existir em segundo plano, por minha conta e risco, que fique claro.</p>
<p>Muita mudança, muita coisa em xeque e as estruturas ali, ainda de pé. Pouco dinheiro. Pouco cinema, poucos livros, algum show, algumas músicas. Pouco e intenso contato com amigos, mas talvez a intensidade seja só minha e por conta do contexto também.</p>
<p>Comecei com o mar e terminei  na serra, entre montanhas. A ex dele, grande, obcecada e incrivelmente onipresente, embora agradável, em um momento e a outra ex (e me perdoe pela menção, moça), delicada, surpreendentemente desprendida, no outro. Moça do bem essa última, e quanto a isso não há engano – instinto, sem surpresas.</p>
<p>A surpresa veio sim, como é de sua natureza, de estopim, numa explosão de não entendimento. Não entendi. Passou. Passou,  “<em>&#8230;me pegou de mal jeito, mas não faz mal, estancou, já passou”. </em>Talvez isso seja o pior em mim – passou. Não deveria ter passado. Ali seria a transformação, a revolução, armas, corpo, voz, por um ideal, morto com um tiro na nuca. Vácuo. Um buraco negro agora.</p>
<p>A casa deixou de ser, num processo bastante penoso. Muita construção ali, muita memória. De “sem teto” a “sem chão”, com uma montanha de coisas que não cabiam mais na minha vida. Desprendimento a duras penas, sem critério. Depois da linha não cabe e se não cabe não pode servir mais. Lidar com o desconsolo deles não tornou menor o meu.</p>
<p>Vi o egoísmo, a obsessão, a loucura – com faces já nem tão sutis, de perto. Joguei pro alto, dei as costas e aí fui feliz.</p>
<p>Viajei bastante, dirigi muito e acabei pegando gosto pela estrada – uma recém descoberta liberdade.</p>
<p>Encontrei um espaço meu, tranquilo, gostoso. Meu e de quem eu quiser apenas. Importante isso e disso não abro mão mais.</p>
<p>Compartimentei, em tempos e espaços distintos, sentimentos, trabalho, preocupações, alegrias, prazeres. Funcionou.</p>
<p>Meus pequenos cresceram. No mesmo ano um ritual de passagem para cada. Formaturas.</p>
<p>Libertei-me da obrigação de cuidar do que não é meu. Sensação boa que isso traz.</p>
<p>Um ano que teve por cerne o que talvez seja a loucura de um só, mas que arrastou tudo em torno. Arrastou, arrasou e, por isso mesmo, construiu também. Novas relações, mais verdadeiras, surgiram. Outras, inúteis, pesadas, desapareceram de vez.</p>
<p>Já vejo sinais de retrocesso por aqui e ali, embasados por um grande engodo – a crença na possiblidade de recuperar o que quer que se tenha perdido nesse ano que já foi e que enterrou consigo tanta coisa. Como disse o Luís, “passo”.</p>
<br />Filed under: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/sobretudo-sobre-tudo/'>Sobretudo sobre tudo!</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3067/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3067/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3067/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3067/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3067/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3067/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3067/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3067/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3067/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3067/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3067/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3067/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3067/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3067/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3067&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Um Homem Que Dorme</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Jan 2011 00:45:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Bernard Queysanne]]></category>
		<category><![CDATA[Georges Perec]]></category>

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		<description><![CDATA[O jogo acabou, a grande celebração, a embriaguez enganosa da vida suspensa. O mundo não se moveu e você não mudou. A indiferença não te fez (in)diferente. Você não está morto. Você não ficou louco. [...] O tempo, que cuida de tudo, deu a solução, apesar de ti. O tempo, que sabe a resposta, continuou [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3060&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://quemtemmedodevirginiawoolf.files.wordpress.com/2010/03/un-homme-qui-dort.jpg?w=510" alt="" /><br />
O jogo acabou, a grande celebração, a embriaguez enganosa da vida suspensa. O mundo não se moveu e você não mudou. A indiferença não te fez (in)diferente. Você não está morto. Você não ficou louco.<br />
[...]<br />
O tempo, que cuida de tudo, deu a solução, apesar de ti.<br />
O tempo, que sabe a resposta, continuou a fluir.</p>
<p><em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0192718/">Un Homme Qui Dort</a>, filme de Bernard Queysanne baseado em livro de Georges Perec</em></p>
<br />Filed under: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/filmes/'>Filmes</a> Tagged: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/tag/bernard-queysanne/'>Bernard Queysanne</a>, <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/tag/georges-perec/'>Georges Perec</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3060/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3060/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3060/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3060/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3060/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3060/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3060/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3060/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3060/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3060/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3060/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3060/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3060/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3060/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3060&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Melanceios</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Jan 2011 20:43:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís</dc:creator>
				<category><![CDATA[Músicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Filed under: Músicas<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3051&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="510" height="408"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/AexPuBei-Hk?fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/AexPuBei-Hk?fs=1" type="application/x-shockwave-flash" width="510" height="408" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/2011/01/09/melanceios/"><img src="http://img.youtube.com/vi/VTG0ao9dkXk/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<br />Filed under: <a href='http://clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/category/musicas/'>Músicas</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3051/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3051/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3051/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3051/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3051/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3051/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3051/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3051/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3051/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3051/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3051/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3051/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3051/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/clubesocialdasbanalidades.wordpress.com/3051/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3051&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Ninguém nunca deveria contar nada</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Jan 2011 01:32:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luís</dc:creator>
				<category><![CDATA[livros e mais leituras]]></category>
		<category><![CDATA[Javier Marías]]></category>

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		<description><![CDATA[Ninguém nunca deveria contar nada, nem fornecer dados nem veicular histórias nem fazer com que as pessoas recordem seres que nunca existiram nem pisaram na terra ou cruzaram o mundo, ou que, sim, passaram mas já estavam meio a salvo no retorcido e inseguro esquecimento. Contar é quase sempre uma oferenda, mesmo quando o conto [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=clubesocialdasbanalidades.wordpress.com&amp;blog=10509634&amp;post=3029&amp;subd=clubesocialdasbanalidades&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ninguém nunca deveria contar nada, nem fornecer dados nem veicular histórias nem fazer com que as pessoas recordem seres que nunca existiram nem pisaram na terra ou cruzaram o mundo, ou que, sim, passaram mas já estavam meio a salvo no retorcido e inseguro esquecimento. Contar é quase sempre uma oferenda, mesmo quando o conto leva e injeta veneno; é também um vínculo e outorgar confiança, e rara é a confiança que mais cedo ou mais tarde não é traída, raro o vínculo que não se enreda ou amarra, e assim acaba num nó e tem-se de sacar a faca ou gume para cortá-lo. Quantas das minhas permanecem intactas, das muitas confianças proporcionadas por quem tanto acreditou em seu instinto e nem sempre fez caso dele e foi ingênuo por muito tempo? (Já menos, já menos, mas a diminuição disso é muito lenta.) Continuam intactas as que depositei em dois amigos, que ainda as conservam, diante das postas em outros dez, que as perderam ou as desbarataram; a escassa que dei a meu pai e a pudica que dei à minha mãe, muito parecidas, se é que não foram a mesma, a dela além do mais não durou muito, já não pode traí-la ou só postumamente, se um dia eu fizesse uma infeliz descoberta e algo oculto deixasse de se ocultar; não perdura a da minha irmã, nem a de nenhuma namorada nem de nenhuma amante nem de nenhuma esposa passada, presente ou imaginária (a irmã costuma ser a primeira esposa, a esposa menina), parece obrigatório que nessas relações se acabe utilizando o que se sabe ou se viu contra o amado ou cônjuge – ou contra quem resultou ser apenas momentâneo calor e carne –, contra quem fez revelações e admitiu uma testemunha para suas fraquezas e pesadumes, e se prestou a confidências, ou simplesmente rememorou sobre o travesseiro, absorto, em voz alta sem reparar nos riscos, nem no olho arbitrário que sempre nos olha, nem no ouvido seletivo e enviesado que nos escuta (muitas vezes não é nada grave, somente uma utilização doméstica, defensiva e encurralada, para encher-se de razão num apuro dialético quando se discute demoradamente, um uso argumentativo).</p>
<p>A quebra da confiança também é isto: não só ser indiscreto e causar dano ou perdição com ela, não só recorrer a essa arma ilícita quando mudam os ventos e a proa aponta para quem contou e deixou ver – esse que se arrepende agora, e nega e confunde e enturva agora, e gostaria de apagar e cala –, mas também tirar proveito do conhecimento obtido por fraqueza, descuido ou generosidade do outro, sem respeitar nem levar em conta o meio pelo qual se veio a saber o que se esgrime ou se falseia agora – ou basta enunciá-lo para que o ar o desfigure já ao captá-lo: se foram as confissões de uma noite enamorada ou de um desesperado dia, de um entardecer de culpa ou de um despertar desolado, ou da embriagada loquacidade de uma insônia: uma noite ou um dia em que quem falava, falava como se não houvesse futuro além dessa noite ou dia e sua língua solta fosse morrer com eles, ignorando que sempre há mais por vir, sempre fica, um pouco mais, um minuto, a lança, um segundo, a febre, e outro segundo, o sono – a lança, a febre, minha dor e a palavra, o sono –, e também o interminável tempo que nem sequer vacila nem minora a passagem após nosso acabamento, e continua acrescentando e falando, murmurando e perguntando e contando embora já não ouçamos e tenhamos calado. Calar, calar, é a grande aspiração que ninguém realiza nem mesmo depois de morto, e eu muito menos, que tanto contei, além do mais por escrito, em relatórios, e ainda olho e escuto mais, embora já quase não pergunte nada de volta. Não, eu não deveria contar nem ouvir nada, porque nunca estará ao meu alcance que não se repita e se enfeie em meu desfavor, para me perder, ou, pior ainda, que não se repita e se enfeie contra aqueles a quem quero bem, para condená-los.</p>
<p>E depois tem a desconfiança, ela também não me faltou, de maneira nenhuma.</p>
<p>É significativo como a lei adverte para isso, mas é raríssimo que nos previna, que se incomode: quando alguém é detido, pelo menos nos filmes, permitem-lhe guardar silêncio, porque “qualquer coisa que disser poderá ser utilizada contra o senhor”, comunicam-lhe imediatamente. Há nessa advertência uma disposição estranha – ou indecisa e contraditória – de não querer jogar totalmente sujo. Ou seja, informa-se ao réu que as regras vão ser sujas a partir de agora, anunciam ou lembram a ele que não vão lhe dar sossego e que sua possíveis trapalhadas, inconsequências e erros serão aproveitados – já não é um suspeito, mas um acusado cuja culpa vão tentar demonstrar, seus álibis destruir, a imparcialidade já não o ampara, de hoje até o dia em que comparecerá diante do juiz –, todo esforço será dirigido para a obtenção de provas para a sua condenação, toda vigilância, escuta, investigação e pesquisa para o levantamento de indícios que o incriminem e fortaleçam a decisão tomada de detê-lo. E no entanto oferecem-lhe a oportunidade de se calar, quase o exortam a fazê-lo; em todo o caso, fazem-lhe saber desse seu direito que ele talvez ignorasse; e portanto lhe sugerem não abrir a boca, nem mesmo negar o que lhe imputarem, não se expor ao perigo de se defender sozinho; calar se mostra ou é apresentado como o mais prudente, de todos os pontos de vista, e é o que pode nos salvar mesmo que saibamos que somos culpados, a única maneira para que esse jogo sujo anunciado fique sem efeito ou mal possa ser posto em prática, pelo menos não com a involuntária e ingênua colaboração do réu: “Tem direito de guardar silêncio”, chamam a isso na América de <em>fórmula Miranda</em> e nem mesmo sei se existe algo parecido em nosso país, a mim aplicaram-na uma vez, faz muito tempo ou não tanto assim, mas o policial recitou-a incompleta, imperfeitamente, esqueceu-se de dizer “num tribunal” ao soltar rápido a famosa frase “qualquer coisa que disser poderá ser utilizada contra o senhor”, houve testemunhas da sua omissão e a detenção não foi válida por causa disso. E ao mesmo e estranho espírito corresponde este outro direito do processado, de não declarar nada contra si mesmo, de não se prejudicar verbalmente com seu relato, ou suas respostas, ou suas contradições, ou seus balbucios. De não se danar narrativamente (ah, isso pode vir a ser um grande dano); e de mentir, portanto.</p>
<p>O jogo é, na realidade, tão sujo e interessado que não há sistema judicial que possa ser tido como justo com premissas assim, e talvez não haja justiça possível nesse caso, nunca, em nenhum lugar, a justiça como uma fantasmagoria e um conceito falso. Porque o que se diz ao acusado é isso: “Se você declarar alguma coisa que nos convenha ou for favorável aos nossos propósitos, acreditaremos em você e levaremos em conta o declarado, e o usaremos contra você. Se, pelo contrário, você alegar alguma coisa em seu benefício ou defesa, algo favorável a você e inconveniente para nós, não acreditaremos absolutamente em você e serão palavras ao vento, pois o direito de mentir te ampara e damos por favas contadas que todo mundo se vale dele, isto é, todos os criminosos. Se te escapa uma afirmação que te inculpe, ou se você cair numa contradição flagrante, ou confessar abertamente, essas palavras terão seu peso e atuarão contra você: nós não deixaremos de ouvi-las, nós as registraremos, tomaremos nota, daremos por pronunciadas, faremos constar uma por uma e, incorporadas aos autos, serão sua acusação. Em compensação, qualquer frase que ajude em sua defesa não terá importância e será descartada, faremos ouvidos moucos e não a levaremos em conta, será ar, fumaça, vapor, e não lhe valerá de nada. Se você se declarar culpado, assim julgaremos e levaremos a sério; se inocente, só tomaremos como piada e para fins de inventário”. Dá-se assim por evidente que tanto o inocente como o culpado se proclamarão a primeira coisa, logo, se falam, não haverá distinção entre eles, ficarão igualados ou nivelados. E é então que se acrescenta: “pode guardar silêncio”, embora isso também não os vá distinguir, o inocente do culpado. (Calar, calar, a grande aspiração que ninguém realiza nem mesmo depois de morto, e que no entanto nos aconselham e nos instam a realizar nos momentos mais graves: “Cale-se, cale-se e não diga nada, nem mesmo para se salvar. Guarde a língua, esconda-a, engula-a mesmo sentindo-se sufocar, como se o gato a tivesse comido. Cale-se e então salve-se”.)</p>
<p style="text-align:right;"><em>(Seu Rosto Amanhã &#8211; Javier Marías)</em></p>
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