Tem jeito de auto-exílio. Mas não é. Também não é o fim de uma longa jornada. Talvez um recomeço. Afinal, com tantas experiências acumuladas, chegara a hora de testar limites. Saudade, palavra antiga, sempre usual. As lembranças, as pessoas, as canções, as imagens, as palavras, consagradas ou não, manchando folhas de toda qualidade de papel. São as coisas que carregamos debaixo de nosso braço existencial e gritam quando necessitamos anunciar nossa angústia; e sussurram nossa paz após derramarmos lágrimas nostálgicas. A estrada é tão menos caminho do que símbolo. É ruptura. Desconstrução. Passagem secreta. Do outro lado, o destino; ponto de chegada. Não é o novo mundo. Nele, há esperança, repleta de jovialidade. A imprudência permitida. A vontade de aprender. São como os meninos subindo nas árvores, pelejando na cancha de areia ou grama, o bate-bola moleque, dedilhando em seus violões, riffs de rock ou trilhas de desenhos animados. Boniteza…